Trabalhadores dos Correios decidiram adiar a greve e não deverão realizar paralisação durante este mês. A decisão atende a um pedido do vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Renato de Lacerda Paiva, que pediu mais prazo para mediar uma proposta entre a empresa e os trabalhadores.
Segundo o Tribunal, o vice-presidente do TST, ministro Renato de Lacerda Paiva, propôs prorrogar os termos do atual acordo coletivo de trabalho da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), cuja vigência expirava quarta-feira.
Para que as negociações prossigam, visando à superação de pontos de impasse, o ministro propôs também a suspensão da greve anunciada pela categoria para ontem. A proposta contempla ainda a manutenção, pelo mesmo prazo, do plano de saúde para os pais dos empregados que se encontram em tratamento e os atendimentos de urgência e de emergência até 31 deste mês.
As assembleias da categoria em diversos estados e no Distrito Federal aprovaram a proposta do TST de continuidade das negociações e suspenderam a deflagração da greve. Rejeitaram, no entanto, as propostas da empresa e aprovaram o estado de greve, situação de alerta em que é mantida a mobilização para uma possível paralisação.
Os trabalhadores dos Correios protestam contra a proposta de reajuste salarial oferecida pela empresa, de 0,8%. A proposta é menor que os 3,1% da inflação acumulada em 12 meses pelo Índice de Preços ao Consumidor (INPC). A categoria protesta quanto à proposta de revogação do acordo coletivo.
Entre as cláusulas, está a exclusão do vale cultura, redução do adicional de férias de 70% para 33% e aumento da mensalidade do convênio médico e da co-participação em tratamentos de saúde.