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Comunidade entra com ação contra fechamento de escola

Pais irão denunciar o descumprimento de decisão judicial por parte do governo federal

02/02/2019 06:00

Uma reunião na última quinta-feira contou com a presença de pais, professores e a comunidade contra o fechamento da Escola de Educação Básica Tomé Machado Vieira, em Tubarão. As atividades ali serão encerradas, segundo o governo, com o objetivo de otimizar a rede, considerando a melhor distribuição das turmas.


A notícia, divulgada pelo DS no último dia 24 de janeiro, pegou muita gente de surpresa. Na matéria, o então diretor da Gerência Regional de Educação de Tubarão, Jaime Ondino Teixeira, disse que o fechamento da escola se devia a uma denúncia feita, em 2013, pela Associação de Pais e Professores.


Eles teriam apontado falhas na estrutura física ao Ministério Público, que pediu que a escola fosse reformada. Segundo Jaime, por conta do alto valor da reforma e do número baixo de alunos –  cerca de 140 –, o governo do Estado teria decidido fechar a Tomé Machado Vieira.


Na reunião desta semana, os pais decidiram formar uma comissão para denunciar ao Ministério Público o não cumprimento da decisão judicial por parte do governo federal. De acordo com a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina, da Regional de Tubarão, Tânia Fogaça, os pais pedem que o Estado cumpra a decisão do MP.


“A decisão era pela reforma, não pelo fechamento. O Estado já sabia da situação no final do ano, mas decidiu comunicar todos só agora, próximo do começo do ano letivo. Também decidiram relocar todos os alunos para a Escola Senador Francisco Benjamim Gallotti, mas nem todos estão próximos dessa instituição”, conta Tânia. Um abaixo-assinado contra o fechamento da escola também será feito e entregue ao governo.


NOVAS POSSIBILIDADES

Segundo a nova diretora da Gerência Regional de Educação de Tubarão, Maricelma Simiano Jung, a escola contava atualmente com 96 alunos, número menor do que tinha sido divulgado anteriormente. Ela também diz que o Estado tem em mãos um estudo que comprova que, em alguns anos, o colégio já não teria mais alunos ou teria um número muito menor de estudantes. “Os alunos da Tomé serão atendidos em outras instituições. Além do Gallotti, estamos vendo a possibilidade de eles serem transferidos para as escolas Aderbal Ramos da Silva e Lino Pessoa. Estamos também prevendo uma parceria com o município para que a Arino Bressan possa receber esses estudantes”, explica Maricelma. Ela também garante que os alunos que vivem mais longe dessas escolas vão ganhar transporte escolar.

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