Ações devem ser para evitar a desativação do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda
O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que o grupo de trabalho criado para analisar o futuro do setor do carvão na região terá um prazo de 180 dias para apresentar o diagnóstico e as ações para um futuro sustentável da atividade.
A fala foi feita durante uma palestra na Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), em Florianópolis, na última sexta-feira. Além de Albuquerque, estiveram presentes no evento lideranças políticas, como o governador Carlos Moisés e o prefeito eleito de Capivari de Baixo, Vicente Corrêa, além de senadores e deputados.
Segundo o ministro, a criação do grupo de trabalho será oficializada por meio de portaria no Diário Oficial da União. A medida foi motivada pelo anúncio, por parte do grupo Engie, de um plano de desativação escalonada do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, em Capivari de Baixo, a partir de dezembro de 2021. A intenção da empresa é fechar o complexo até 2025, caso não apareçam compradores. Hoje, as usinas da Jorge Lacerda consomem praticamente todo o carvão extraído no Sul do Estado.
Bento Albuquerque contou que também será publicada uma segunda portaria, com um plano de incentivo à modernização da atividade de geração de energia a partir do carvão mineral. Este plano deverá ser apresentado em um prazo de até 90 dias. Segundo o ministro, a matriz termelétrica consta no Plano Nacional de Energia como uma fonte reguladora, que amplia a segurança energética, provendo aproximadamente 2% da oferta.
O governador Carlos Moisés reafirmou que o Executivo catarinense segue atento ao tema. Ele se reuniu com o CEO da Engie Brasil, Eduardo Satamini, que disse estar disposto a buscar uma solução para o problema. Segundo o governador, a desativação do Complexo Jorge Lacerda traria um enorme problema social ao Sul do Estado, como também afirma o prefeito eleito de Capivari de Baixo.
“O ministro se mostrou positivo quanto à nossa questão. Indicou a formação de um outro grupo de trabalho, este a nível nacional, já que temos o nosso estadual liderado pelo governador Moisés”, declarou Vicente Corrêa.
20 mil empregos
Como o DS vem destacando nas últimas semanas, o desligamento do complexo em Capivari pode afetar mais de 20 mil colaboradores diretos e indiretos, além de provocar uma queda brusca na arrecadação dos municípios.