A coleta seletiva de Braço do Norte completa um ano com mais de 460 toneladas de materiais recicláveis recolhidos.
Pioneira na região e inspirada no modelo de Balneário Camboriú, a coleta seletiva implantada em Braço do Norte já serviu de exemplo para os municípios de Laguna e Imbituba, além de ser tema de matéria veiculada na imprensa de Chapecó, no Oeste.
Todo o processo de recolhimento, separação e destinação é realizado pela Racli, com a supervisão da Fundação do Meio Ambiente (Funbama) e da secretaria de Infraestrutura, que acompanham e fiscalizam toda a logística. O destino final é o centro de triagem, que, além das funções ambientais, gera empregos e renda no município.
De acordo com o prefeito Beto Kuerten Marcelino, a média mensal de coleta de material reciclável é de 38,93 toneladas. “Os números deste nosso primeiro ano são considerados muito bons, e a população tem colaborado, mas podemos aumentar ainda mais a coleta de resíduos sólidos recicláveis, diminuindo os resíduos sólidos enviados ao aterro sanitário e, por consequência, os custos com transporte e com o próprio aterro”, explica.
Os caminhões que fazem a coleta seletiva têm a rota monitorada por GPS, o que permite que os gestores da coleta saibam onde passaram e se deixaram alguma rua para trás, fazendo com que haja correção da rota.
Quantidade
Além de diminuir a quantidade enviada ao aterro sanitário, o prefeito diz que o município ainda gera menor quantidade de resíduos do que a média para o Estado de Santa Catarina, que fica em 0,700kg por habitante por dia. “Em Braço do Norte, somando resíduos recicláveis e convencionais, estamos em uma média de 0,592kg por dia neste ano de 2019. Isto se deve também à destinação dos resíduos orgânicos em composteiras e hortas, que é outra forma de reaproveitamento de resíduos”, pontua.