Duas cidades da região – Imaruí e Pedras Grandes – estão com registro de focos de raiva bovina. Os dados são de maio, e foram repassados pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). No Departamento Regional de Tubarão, 14 casos foram confirmados este ano, sendo um em equino.
Pelo risco de transmissão entre mamíferos, inclusive humanos, o órgão está exigindo que produtores rurais façam a imunização dos animais. Médicos veterinários passam desde janeiro em propriedades, e os donos devem comprovar a vacinação apresentando nota fiscal de compra à Cidasc.
De acordo com a veterinária Ângela Zimmermann, responsável regional pelo Programa de Controle da Raiva dos Herbívoros, a raiva bovina é uma doença endêmica e está sempre acontecendo. “Desde o ano passado, tivemos vários focos. A vacinação nos bovinos, equinos, cães e gatos é importante para não contraírem a doença. Além disso, os criadores que tiverem um bovino com suspeita de raiva devem notificar a Cidasc imediatamente”, explica.
Além disso, ela diz que o produtor deve isolar o animal e nunca colocar a mão dentro da sua boca para administrar medicamentos, uma vez que a doença pode ser transmitida a seres humanos. “Se for mexer com o bovino, usar luvas. A transmissão é feita através da saliva do animal contaminado”, ressalta.
Segundo a Cidasc, as cidades que registraram casos da doença neste ano, ou seja, de janeiro a maio, foram Garopaba, Gravatal, Braço do Norte, Urussanga, Imaruí, Campos Novos, Rio Fortuna, Pedras Grandes, Biguaçu, Tijucas e Gaspar.
Focos
Os focos de raiva são frequentes no Litoral catarinense, devido às condições de topografia e clima para a manutenção do principal transmissor, o morcego hematófago. Como a raiva é transmitida pela saliva, esse morcego se torna transmissor, pois, quando vai se alimentar, acaba inoculando o vírus no animal que será espoliado. O morcego alimenta-se exclusivamente de sangue. No Brasil, existem mais de 180 espécies de morcego, e só um alimenta-se exclusivamente de sangue de mamíferos.
Caso de morte em Gravatal
Santa Catarina teve, no último dia 4, o primeiro caso confirmado de morte por raiva humana desde 1981. A paciente era uma mulher de 58 anos, moradora da área rural de Gravatal. Ela foi mordida por um gato no dia 24 de fevereiro e começou a sentir os sintomas no dia 15 de março, segundo a Dive-SC.