Após a notícia de que uma possível intoxicação pela cerveja Belorinzontina (de Belo Horizonte), que causou a internação de oito homens por uma doença desconhecida - um deles morreu -, o presidente do Núcleo de Cervejas Artesanais de Tubarão, Marcelo Dalazen, diz que o caso precisa ser mais investigado, já que é algo muito improvável de acontecer.
A Backer – empresa que fabrica a Belorinzontina -, informou na tarde dessa sexta-feira que vai recolher cervejas dos lotes L1 1348 e L2 1348 nas casas dos consumidores. O Instituto de Criminalística encontrou em duas garrafas desses lotes uma substância tóxica chamada dietilenoglicol, usada em serpentinas no processo de refrigeração de cervejas. A Polícia Civil de Minas Gerais investiga se o consumo da cerveja tem relação com a internação dos oito homens.
Para Marcelo, que também possui uma cervejaria em Tubarão, esta substância quase nem é utilizada, inclusive por ser mais cara, e há outros meios mais baratos e seguros de se fazer para a refrigeração das cervejas. “Na minha opinião, pode ter ocorrido até uma espécie de tentativa de falsificação das cervejas, como se pegassem a bebida de uma garrafa e passassem para outra, fazendo o processo de refrigeração desta forma”, opinou.
Ele diz que se fosse para haver uma contaminação a partir desta substância ela não seria tão pequena, atingindo um número considerado pequeno das cervejas nos lotes. “Teria atingido toda uma produção e também seria percebido antes”, comenta. Marcelo diz que na região o processo não utiliza esta forma de refrigeração e todas as amostras são testadas por mestres cervejeiros antes de ir para a comercialização. “Somos os primeiros a consumir o produto, para entregar o melhor ao consumidor”, garante.