A morte de uma menina de 13 anos, natural de Orleans e moradora de Araranguá, está sendo investigada por profissionais da Secretaria de Estado da Saúde. De acordo com o órgão, foi recebida a notificação do óbito da menina nessa segunda-feira.
“O caso foi notificado pelo município como possível Evento Adverso Pós-Vacinação (EAPV), temporalmente associado à aplicação da vacina. No entanto, considerando que a notificação de qualquer EAPV deva ocorrer em um prazo de até 30 dias após o recebimento da vacina, é necessário avaliar com cautela essa informação, pois o óbito pode estar associado a outras causas e não necessariamente à vacina. Sendo assim, o caso está sendo investigado”, disse a secretaria em uma nota oficial.
A mãe da menina chegou a afirmar nas redes sociais que a morte foi causada pela vacina contra a covid-19, da Pfizer, que ela tomou dias antes. A adolescente foi internada no Hospital Regional de Araranguá e transferida pelo Serviço Aeropolicial (Saer) ao Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, onde não resistiu e morreu nessa segunda-feira.
De acordo com o médico infectologista Alexandre Naime Barbosa, em um áudio enviado ao diretor-presidente da Fundação Municipal de Saúde de Tubarão, Daisson Trevisol, os relatos dando conta de uma infecção do sistema nervoso central na menina não têm nada a ver com vacinas, uma vez que as que estão sendo utilizadas não são de vírus atenuado. “O que ela teve pode ter tido como gatilho uma infecção viral, e isso ter migrado para o sistema nervoso central e, portanto, não tem relação com a vacina. De qualquer forma, é preciso aguardar as investigações. Faltam dados ainda para definir a causa da morte”, disse a respeito do caso.