A bióloga da Regional de Saúde em Tubarão Sabrina Fernandes Cardoso diz que a causa da morte de um macaco no município de São Martinho não foi em decorrência de febre amarela, mas, muito provavelmente, de um atropelamento, já que ele apresentava fraturas.
A notícia de que macacos teriam aparecido mortos na região devido à febre amarela começou a circular nas redes sociais e logo viralizou. Mas Sabrina diz que nada foi confirmado, e a região não tem nenhum caso da doença, nem em primatas e nem em humanos.
Ela explica, no entanto, que, mesmo com as evidências apontando que a morte deva ter ocorrido por atropelamento, todos os procedimentos adotados pelo Ministério da Saúde foram realizados. “Já fizemos a coleta de material das vísceras do macaco, e enviamos para análise, conforme o procedimento padrão. Os resultados saem em até 60 dias. Mas, devido ao estado do animal, que possui fraturas, e levando em conta que não há registros de casos da febre amarela na região, tudo leva a crer que o resultado será negativo. É importante que as pessoas não disseminem notícias que não são comprovadas, porque isso só gera confusão”, pontua.
Sabrina afirma que todos os monitoramentos estão sendo realizados, e que a cada suspeita os exames são realizados. “Pessoas que viajaram para áreas de risco e voltaram com alguns sintomas foram examinadas, e os resultados foram todos negativos”, afirma.
“Também é importante salientar que o macaco não é transmissor da febre amarela. Ele é uma vítima, como o ser humano. Apenas serve do que chamamos de sentinela, porque, como vive na mata, acaba sendo o primeiro a ser contaminado. São os macacos, na realidade, que nos ajudam a saber onde há áreas de risco”, alerta.
Vacinação
Mesmo não havendo registros de febre amarela, a vacina está disponível nos postos de Saúde. Podem tomar a vacina crianças acima de nove meses e adultos até 59 anos. “Santa Catarina está se precavendo, na realidade, pois o vírus já chegou ao Estado vizinho, o Paraná. Então, é necessário que todos se vacinem, para que não haja a contaminação”, destaca Sabrina.