Apesar do dado positivo, 14 pessoas perderam a vida neste ano
Seguindo a tendência do Estado, os casos de infecção pelo vírus HIV notificados na região seguem decrescendo. Segundo a Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), também foi possível analisar um aumento das notificações de HIV com relação aos casos notificados por Aids (que é a doença avançada).
Na região, este ano, foram notificados, até o momento, 48 casos de Aids e 68 de HIV (veja tabela com os números). No ano passado, 59 casos de Aids e 56 de HIV. Ou seja, mesmo em queda, a procura por exames e diagnóstico precoce tem crescido, devido à ampliação de acesso e execução da testagem rápida nos serviços depois da implantação dos testes rápidos, o que aumentou o número de notificações por HIV e diminuiu as de Aids.
Embora os números de casos de Aids estejam em queda, somente este ano, até o momento, 14 pessoas da região perderam a vida em decorrência de complicações causadas pela doença. No ano passado, foram 19 mortes. Tubarão é a cidade com maior número de óbitos pela doença, foram seis este ano e oito em 2022.
Os homens são em maior número, tanto nos casos de Aids como de HIV. De 2019 até o momento, foram 212 com Aids, contra 93 mulheres. Já com HIV, no mesmo período, foram 271 homens e 119 mulheres. Já a faixa etária predominante é de 30 a 49 anos para a Aids, e de 20 a 39 para o HIV.
Segundo a Dive, a redução no número de casos pode representar o resultado das ações de prevenção, utilizando-se das estratégias do uso de antirretrovirais, uso de PreP (profilaxia pré-exposição), início precoce de tratamento, monitoramento de pacientes, entre outros, diminuindo assim o risco de transmissão. A Dive ainda explica que o número de casos de Aids este ano pode sofrer alterações, uma vez que casos notificados com HIV podem evoluir para a doença.
Tubarão recebe certificação nacional
Tubarão recebeu em Brasília o “Selo de Prata de Boas Práticas Rumo à Eliminação da Transmissão Vertical de HIV”, certificação dada pelo Ministério da Saúde.
O reconhecimento é pelo resultado do trabalho realizado em parceria entre a Atenção Básica, a Vigilância Epidemiológica, a Regional de Saúde e o Centro de Atendimento Especializado em Saúde (Caes).
O trabalho alcançou resultados positivos, como, por exemplo, a marca de mais de dez anos sem o registro de nascimento de crianças com o vírus HIV na cidade. “Estamos felizes com essa certificação, pois ela servirá de motivação para alcançarmos a tão sonhada eliminação da transmissão vertical do HIV no município”, comemora Iva Henrique Tibúrcio, farmacêutica que responde atualmente pelo Caes.