Considerada o futuro da medicina, a cirurgia robótica permite a realização de procedimentos com movimentos precisos e segurança que antes eram inalcançáveis.
Isso porque as pinças robóticas, ou seja, os “braços” do equipamento, têm uma precisão que as mãos humanas não conseguem atingir, e podem realizar movimentos assertivos até mesmo em cavidades com restrição de espaço, como a pelve, o tórax e a parede abdominal, ou para suturas complexas. E essa modernidade já é uma realidade em Santa Catarina.
O primeiro procedimento do tipo no Estado ocorreu em junho deste ano, no Hospital Santa Isabel (HSI), em Blumenau. O HSI e o Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), de Tubarão, são mantidos pela mesma entidade filantrópica, a Associação Congregação de Santa Catarina (ACSC). Por isso, o HNSC também integra o Programa de Cirurgia Robótica da Instituição e, atualmente, está capacitando seu corpo clínico para operar a nova tecnologia.
Ao longo do último mês, o oncologista Cassiano Coral Accordi e o urologista Arthur Radaelli Nicoleit têm realizado treinamentos no hospital parceiro. Para se tornar um cirurgião habilitado para procedimentos com o robô, o médico precisa passar por treinamento
teórico, avaliação por escrito e, ainda, atingir metas mundialmente pré-estabelecidas em simuladores.
Depois, os profissionais poderão realizar uma prova prática nos centros mundiais de treinamento da empresa criadora do robô, a Intuitive, que ficam em Atlanta e Houston, nos Estados Unidos, e em Bogotá, na Colômbia, para finalmente poderem operar seus próprios pacientes.
Na especialidade de Cassiano, a oncologia, a cirurgia robótica traz melhor acesso cirúrgico onde a laparoscopia tem dificuldade, como tumores localizados na transição do esôfago para o estômago, lesões de reto baixo ou cirurgias de pâncreas e fígado.
“Já somos um dos hospitais pioneiros em tratamentos minimamente invasivos do câncer. Agora, o cirurgião-robô veio para facilitar o tempo cirúrgico, de internação e recuperação dos pacientes com menos dor, garantindo mais precisão”, afirma o médico.