Segunda-feira, 18 de maio de 2026
Fechar [x]

Aumentam casos de dengue em crianças e adolescentes

Na região, cidades intensificam ações contra o mosquito após ampliação de focos

20/03/2023 06:00

O Núcleo de Combate a Endemias da Fundação Municipal de Saúde de Tubarão divulgou uma atualização dos números relacionados ao cenário que envolve o mosquito Aedes aegypti, focos, panorama estadual, vítimas e bairros afetados. E este cenário, como um todo, apresentou mais um aumento dos números nos últimos sete dias.


Em Tubarão, são 42 os focos do mosquito ao todo: 26 em Oficinas; oito na Vila Esperança; três no Morrotes; um no Centro; um no Humaitá; um no São Cristóvão e dois no bairro Dehon. Em termos de casos da doença, ainda não há registros confirmados, porém, atualmente, existem quatro suspeitos no município, à espera de resultados de exames. Em São Ludgero, são 64 focos confirmados e um caso positivo importado.

Em Imbituba, são 31 focos registrados. Os três municípios são considerados infestados na região.


“Diante do crescente aumento de focos do mosquito, torna-se mais urgente que a população tome os cuidados necessários. A responsabilidade é de todos, porque senão a gente não vai conseguir controlar a situação, pois temos visto que perto de onde tem foco, nas casas, está cheio de vasos de plantas, com água parada, lixo acumulado, onde nossas equipes encontraram larvas do Aedes; essa é nossa realidade, e não vamos conseguir sair dessa se a população não pegar junto”, desabafa e alerta o diretor-presidente da Fundação Municipal de Saúde, Daisson Trevisol.


Situação no estado

Em Santa Catarina, por sua vez, já são 20.046 os focos registrados, dos quais 1.731 evoluíram para casos confirmados de dengue, e seis para chikungunya. Destes, 1.507 são autóctones, ou seja, foram transmitidos dentro do próprio Estado. Palhoça, na Grande Florianópolis, já atingiu o nível de epidemia, inclusive, com uma taxa de incidência de 345,25 casos por 100 mil habitantes (este nível se estabelece com 300 casos), com um total de 817 casos. Existe ainda um óbito confirmado pela doença, uma mulher de 34 anos, moradora da capital. Ressalta-se que todos estes dados, tanto os de Tubarão quantos os estaduais, referem-se apenas de janeiro até agora.


Alerta para crianças e adolescentes

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), divulgou uma nota de alerta aos municípios catarinenses sobre o perfil dos casos confirmados de dengue no Estado. O perfil epidemiológico em 2023 comparado com o do ano passado apresenta uma proporção maior de casos registrados em crianças e adolescentes de até 19 anos.


O registro da doença nessa faixa etária passou de 19% para 26,2% dos casos. Além disso, o número de casos com sinais de alarme para cada 100 casos de dengue aumentou nessas idades, de 1,7 passou para 6,7. O mesmo se reflete nas hospitalizações. Enquanto 2,5% dos casos na população em geral são internados, na faixa etária de menores de um ano até 19 anos, a taxa vai para 31,4%.


Além das crianças, são considerados grupos de risco para dengue: gestantes, adultos com idade acima de 65 anos, pessoas com comorbidades, como hipertensão arterial ou outras doenças cardiovasculares

graves, diabetes mellitus, doença pulmonar obstrutiva crônica (Dpoc), asma, obesidade, doenças hematológicas crônicas (principalmente anemia falciforme e púrpuras), doença renal crônica, doença ácido péptica, hepatopatias e doenças autoimunes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Quer receber notícias de Tubarão e região? Clique aqui.
Diário do Sul
Portaliza - Plataforma de Jornalismo Digital

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com a nossa Política de Privacidade. FECHAR