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Artigo: No caminho certo

08/05/2023 06:00

Felipe Felisbino

Professor


Nos últimos 50 anos, a escola brasileira passou por diversas mudanças e evoluções. Entre as principais transformações, destacamos: a ampliação do acesso à educação; a inclusão de minorias; o uso de novas tecnologias; novas metodologias de ensino; a valorização do papel do professor, e outras.


Sem dúvida, ainda existem muitos desafios a serem superados na educação brasileira, como a melhoria da qualidade do ensino, a redução da evasão escolar e a formação de cidadãos críticos e engajados.


Nos últimos tempos, tem havido uma maior valorização da escola por parte das famílias brasileiras. Muitas delas têm percebido a importância da educação para o desenvolvimento e sucesso dos filhos, e passaram a se envolver mais ativamente no processo educacional, bem como demonstram mais conhecimento em relação a importância dos professores.


Isso leva naturalmente à busca por escolas de qualidade.


Essa maior valorização da escola por parte das famílias é muito positiva, pois contribui para o desenvolvimento de uma cultura de educação no país e para a melhoria da qualidade do ensino.


Por exemplo, a melhoria visível na infraestrutura de algumas redes, inclusive nas públicas, também está relacionada à maior valorização da educação por parte das famílias.


Com a crescente preocupação das famílias com a qualidade da educação oferecida aos seus filhos, as redes têm aprimorado suas estruturas visando o desenvolvimento dos alunos.


Infelizmente, muitos não conseguem dimensionar o custo da educação pública no Brasil e, por isso, não exigem a qualidade proporcional ao investimento.


Isso ocorre principalmente devido à falta de transparência e informações claras sobre os recursos investidos na educação pública, bem como sobre a qualidade do ensino oferecido, ou seja, o resultado efetivo da educação.


Para entendermos melhor essa questão, é importante considerar que o sistema educacional público no Brasil é financiado principalmente pelo Estado, por meio de impostos pagos pela população.


No entanto, muitas vezes, esses recursos são mal administrados e acabam não sendo aplicados de forma eficiente na melhoria da qualidade do ensino.


Além disso, as famílias muitas vezes não têm acesso a informações claras sobre como esses recursos são utilizados e qual é o retorno em termos de qualidade da educação. Essa falta de transparência dificulta a participação da sociedade na cobrança por uma educação pública de qualidade, já que as famílias não têm informações suficientes para avaliar a efetividade do investimento público na área da educação, falta a educação fiscal.


A sociedade tem que “FISCALizar”, assegurando a todos uma educação de qualidade.

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