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Artigo: 49 anos da enchente de 1974

24/03/2023 06:00

Maurício da silva

Membro da Comissão organizadora dos Seminários


No dia 24 de março de 2023 faz 49 anos da inundação que destruiu a cidade de Tubarão, desabrigou 65 mil pessoas, matou 199 e causou prejuízos bilionários, segundo estudos da UniSul.


Outra inundação - cada vez mais próxima, devido ao assoreamento do rio e aos frequentes eventos climáticos extremos - causará tragédia muito superior à de 1974, considerando, principalmente, o adensamento populacional.


Para que não ocorra ou para minimizar os efeitos, a prefeitura de Tubarão, Fundação Municipal de Educação, Associação Regional de Engenheiros e Arquitetos, Defesa Civil, Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar e Câmara Municipal realizam, em cumprimento da lei municipal nº 3289/09, o XIV Seminário 49 anos da Enchente de 1974”, no dia 24 de março, às 8h30, no auditório da Amurel.


O objetivo geral é manter aquela tragédia na memória coletiva (quanto mais rápido uma tragédia é esquecida, mais cedo e mais forte ela retorna), discutir formas de prevenção (o que fazer para que o rio não transborde novamente) e de reação eficiente (caso o rio transborde, o que cada tubaronense deve fazer para minimizar danos).


O objetivo específico é desencalhar os projetos executivo, ambiental, licenciamentos e demais encaminhamentos para redragar o rio Tubarão. Para isso, haverá o posicionamento: a) Da comissão, representativa de 21 entidades, que acompanha os referidos projetos; b) Do governo de Santa Catarina, que financiou (os projetos); c) Dos deputados estaduais da região sobre esta urgentes demandas. Já ocorreram audiências públicas nos municípios de Laguna, Tubarão e Capivari de Baixo. Objetiva apresentar, também, as incumbências preventivas dos municípios da bacia do rio Tubarão.


Não é o suficiente, segundo estudos apresentados nos seminários anteriores, que proporcionaram a Tubarão o certificado das Nações Unidas para participar do programa “Cidades Resilientes” (que se recuperam de adversidades). Mas é o início. É mais do que apenas criticar os que voluntariamente trabalham pela causa ou ir às margens do rio quando as águas sobem e voltar para as lides diárias, quando baixam, como se nunca tivesse ocorrido enchente em Tubarão ou como se nunca fosse ocorrer (ocorreram diversas, antes da de 1974 e estamos na eminência de outra). E muito mais do que tomar providências depois de vidas perdidas. É como soma de esforços que as inadiáveis obras ocorrerão.


Neste dia, de acordo com a mencionada lei municipal (nº 3289/09), as escolas refletem sobre a temática e se engajam em atividades que resultam em prevenção. Às 15h, durante um minuto, sons compassados dos sinos recordarão o ocorrido.


Outra enchente em Tubarão não mais será compreendida como fatalidade, mas como criminosa omissão, visto os tantos alertas, principalmente, do próprio rio e as tantas tecnologias que permitem prevenção.

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