Maurício da Silva
Mestre em Educação
Entre superação e reinvenção, tubaronenses nativos e adotados transformam Tubarão na melhor cidade do Brasil para se viver.
Após a enchente de 1974 que destruiu a cidade, desabrigou 60 mil pessoas e vitimou outras 199, muitos migraram para outras cidades em busca de oportunidades. Hoje, pessoas migram para Tubarão para usufruir das oportunidades criadas.
Nos anos 90, repentinamente, muitos tubaronenses tiverem que criar os próprios empregos devido à brusca desestatização promovida pelo governo Collor. Ferrovia Tereza Cristina, bancos, Sotelca e Lavador de Capivari (então tubaronenses), etc, foram privatizados.
Por muitos anos Tubarão ficou praticamente isolado por terra, mar e ar, o que dificultou a ampliação ou a vinda de empreendimentos. Isso foi superado com a duplicação da BR-101, inauguração do Aeroporto Regional de Jaguaruna e os investimentos no Porto de Imbituba.
Gloriosos no passado, os dois grandes do futebol tubaronense amargaram um longo e rigoroso inverno, mas retornaram à elite do Campeonato Catarinense e a Série D do Brasileirão.
Do vendaval de outubro de 2016 - que destruiu escolas, empresas, residências, pontes e vitimou uma pessoa - restam poucos resquícios.
Entre superação e reinvenção, Tubarão se consolida como polo de educação (por meio da Unisul, Senai, Senac, Cedup, IFSC e outras instituições), de saúde (Hospitais Conceição e Socimed, Unimed, Pró-Vida e outras clínicas) e destaque na segurança (além das polícias, instituiu a Guarda, o
Conselho Municipal e o Gabinete de Gestão Integrada de Segurança e reduziu os assassinatos, de 17 em 2011, para sete em 2017).
A administração municipal diminuiu para aumentar o atendimento da população. No início de 2017, reduziu os cargos, de 201 para 141, as secretarias, de 16 para oito e congelou os salários dos agentes políticos, com a participação da Câmara Municipal.
Pagou milionárias dívidas passadas, o que permitiu vultuosos investimentos no futuro. Paga ao magistério o melhor salário de Santa Catarina. Diversas escolas foram revitalizadas em parcerias com empresas e comunidades. Vagas foram compradas nas escolas privadas para zerar a fila de crianças para creches.
Policlínica Central com padrão privado, mais especialidades médicas e dezenas de postos de saúde revitalizados. Restauração do ginásio Salgadão, Bolsa Atleta, Bolsa Técnico e aumento de troféus e medalhas.
Nova ponte iniciada sobre o rio Tubarão, dezenas de ruas pavimentadas com e sem parceria, acessos à cidade revitalizados e parque industrial e passarela em frente à Unisul, próximos a melhorarem a mobilidade.
Forte empenho para que obras importantes iniciassem ou prosseguissem, como a rodovia Ivane Fretta, Centro de Inovação, Arena Multiuso (pelo governo do Estado), saneamento básico (Tubarão Saneamento).
Superação, reinvenção, voluntariado, parcerias e gestores com experiência na área pública tornam Tubarão, 150 anos depois, nova e preparada para o futuro. Isso numa época de economia nacional retraída mesmo antes da pandemia.