Quarta-feira, 17 de junho de 2026
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Amor de primas vira viagem significativa

Grupo de mulheres de Tubarão embarca hoje para a Costa do Sauípe (BA) para “colecionar histórias e memórias”

21/05/2026 06:00|Atualizada em 22/05/2026 00:33|Por Micheline Zim / [email protected]
Foto: Amanda Rodrigues/DS

A união construída desde a infância, fortalecida pelas gerações da família e mantida mesmo diante da correria da vida adulta, será celebrada de uma forma especial nesta semana por oito mulheres da mesma família. Entre primas e irmãs, elas embarcam hoje rumo à Costa do Sauípe, na Bahia, em uma viagem marcada pelo carinho, amizade e pela vontade de colecionar novas memórias juntas.

O grupo é formado por Cristiane, Gislayne, Gizele, Tatiane, Daiany, Karuline, Jaqueline e Renata Dandolini. Com idades entre 40 e 52 anos, elas carregam histórias construídas lado a lado desde a infância, participando juntas de aniversários, férias, encontros de família e momentos importantes da vida.

Mais do que parentes, elas se consideram amigas e porto seguro umas das outras. “Somos muito unidas e cada uma tem seu jeito especial. Tem a mais engraçada, a mais calma, a conselheira, a organizada, a emocionada… e isso faz nosso grupo ser tão especial e equilibrado”, conta Karuline.

Viagem   

A ideia da viagem surgiu justamente da vontade de viver algo só delas, sem a rotina, os compromissos e as responsabilidades do dia a dia. Embora já tenham realizado diversos encontros ao longo da vida, esta será a primeira viagem feita apenas pelas mulheres da família, sem maridos e filhos.

“A expectativa é a melhor possível: dar muita risada, aproveitar cada momento, descansar e criar lembranças que vamos levar para sempre”, destaca Karuline.

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O valor da união e do convívio familiar é considerada a melhor herança  

A ligação entre as primas vai muito além da convivência. Segundo Karuline, o desejo de manter a família sempre próxima é um legado herdado das gerações anteriores.

“Para mim, o verdadeiro motivo dessa viagem é mantermos nossos laços vivos. Essa vontade de estarmos sempre em família vem muito forte da nossa história, das nossas raízes e da herança que recebemos dos nossos pais e avós”, afirma.

Ela relembra a trajetória do antepassado da família, Francesco, imigrante italiano que cresceu em um orfanato e viveu grande parte da vida sem a presença da família. Ainda assim, foi justamente ele quem deixou para as futuras gerações o maior ensinamento: o valor da união.

Após a morte dos avós, a família passou a sentir a ausência do principal ponto de encontro familiar. Foi então que os pais decidiram comprar um sítio juntos, um espaço que se transformou em cenário de festas, reuniões e lembranças marcantes.

Com o passar dos anos, porém, as mudanças da vida e a venda do sítio fizeram com que os encontros familiares se tornassem menos frequentes.

Para evitar o distanciamento, as “primas Dandolini” criaram uma tradição: uma vez por mês, uma delas recebia as demais em casa. A iniciativa durou anos e chegou até a render encontros com os demais integrantes da família, até ser interrompida pela pandemia.

Agora, a viagem para a Bahia representa uma nova fase dessa união. A proposta de trocar os encontros tradicionais por dias juntas em um resort foi imediatamente aceita.

Entre histórias, risadas e memórias compartilhadas, elas seguem cultivando aquilo que aprenderam desde cedo dentro da própria família: o valor de permanecerem unidas, independentemente da distância.

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