Verão e festas é uma combinação em que principalmente os adolescentes aproveitam para misturar energéticos com bebidas alcoólicas. No geral, o desejo desse público e também de parte dos adultos é aumentar a disposição de quem os consome.
No entanto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e diversos estudos nesta área alertam para as consequências dessa mistura.
O cardiologista da Clínica Pró-Vida em Tubarão Bruno Medeiros dos Santos alerta que essa mistura de bebidas, de álcool com energético, pode levar a uma série de complicações à saúde.
“O problema do energético é a quantidade de estimulante que ele possui. Além disso, associá-lo ao álcool potencializa os perigos, principalmente problemas no coração, podendo desencadear arritmias cardíacas, aumento da pressão arterial, e evoluir para uma doença cardíaca aguda, infarto, AVC, e até morte súbita”, ressalta Bruno.
O cardiologista também destaca que os energéticos tendem a camuflar os sintomas de embriaguez, pela composição dos estimulantes na fórmula, como cafeína e taurina, que mascaram os efeitos do álcool. Assim, dão a falsa impressão de que a pessoa bebeu pouco, e com isso ela passa a ingerir mais álcool, e por tempo mais prolongado.
“Não existe recomendação definida para o uso de energéticos e para a venda do produto, como ocorre com o álcool. O melhor, ainda, é evitar ou moderar no consumo de bebidas, sejam elas de conteúdo alcoólico ou energético. Sempre consciente de que os
prejuízos à saúde nem sempre aparecem de imediato”, alerta o cardiologista.