Segundo dados do site Observatório da Violência contra a Mulher, de janeiro a junho deste ano, mais de 11 mil mulheres requereram medidas protetivas e já foram registrados 29 feminicídios em Santa Catarina.
Os números alertam para a busca constante por um tratamento mais rígido a esse problema e pela necessidade de acolher as vítimas de violência doméstica e contra a mulher em razão do gênero e de promover a educação da sociedade.
No mês em que a Lei Maria da Penha foi sancionada e que deu origem ao Agosto Lilás (mês de campanha pelo fim da violência contra a mulher), o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) irá fazer ações em todo o Estado.
Com o mote “Você não está sozinha”, haverá ações concretas na defesa, no apoio, na proteção e no acolhimento às vítimas desse tipo de violência e dos crimes cometidos em razão do gênero.
No dia 5, o Núcleo de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar e contra a Mulher em Razão do Gênero e a Ouvidoria das Mulheres do MPSC promovem o “Ciclo de diálogos do MPSC sobre a Lei Maria da Penha - Violências e suas singularidades”.
A proposta é aperfeiçoar a atuação dos participantes da rede, como membros e servidores do MPSC, do Poder Judiciário, das Polícias Militar e Civil e das delegacias de proteção à criança, adolescente, à mulher e ao idoso/Rede Catarina.