A corrida São Silvestre, em São Paulo, teve a participação recorde de 35 mil corredores. E entre eles estava o tubaronense Willian Muraro da Silva, de 31 anos, que já pensa em voltar na edição 2020.
“Foi uma prova indescritível. A sensação de estar ali, entre os melhores, foi algo que me deixou muito emocionado e com mais vontade de voltar em 2020. Sei que o nível da prova era altíssimo, mas treinei e fui pra fazer o meu melhor. Fechei a prova com um tempo de 54 minutos e oito segundos, dentro do que eu tinha planejado”, conta o tubaronense.
Willian relembra as altas temperaturas e o calor humano. “Senti um pouco o calor, que estava com uma sensação de uns 36° ou 37°, e o ar bem seco para respirar. Mas foi sensacional a energia do povo nas ruas, que estavam praticamente todas lotadas. Por onde você passava, o pessoal te aplaudia e te incentivava, te motivando a cada passada. Realmente, estou muito feliz de ter realizado esse sonho, pois sei que só de estar ali entre os elites de uma prova tão grande assim, a nível mundial, já é um feito muito grande para um atleta, mesmo não vivendo do esporte”, aponta.
No dia a dia, o administrador se divide entre a vida no escritório e os treinos pesados para as provas que participa. Somente neste ano, o maratonista participou de 28 corridas dentro e fora do Estado. Entre as principais conquistas estão 16 ouros, sete pratas, dois bronzes, o bicampeonato no ranking do Cortuba e o primeiro lugar entre os corredores de 30 a 34 anos na Meia Maratona Internacional de Florianópolis.
Hoje, para participar das provas de alto rendimento, ele treina diariamente, muitas vezes em até dois períodos, chegando a fazer até 100km por semana. Willian conta hoje com o apoio da F3 Assessoria Esportiva, do treinador Felipe Costa, da Arlete transportes, Jocel Transformadores, FW Ferragens e Colégio Brasil.
Vitória apertada
A São Silvestre de 2019 teve uma das chegadas mais emocionantes da história. A vitória da prova masculina foi definida no último passo. O queniano Kibiwott Kandie iniciou uma arrancada nos metros finais e superou Jacob Kiplimo, de Uganda, que dominou a prova e controlava o ritmo quando foi surpreendido pelo forte ritmo do concorrente no instante final.
Ao finalizar o percurso de 15km com o tempo de 42 minutos e 59 segundos, o queniano superou a marca de Tergat. Em 1995, o maior campeão da São Silvestre ganhou a primeira de suas cinco provas com o tempo de 43 minutos e 12 segundos. No entanto, a disputa daquela época se deu em um trajeto diferente do utilizado atualmente.