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Sem pressão para alcançar voos maiores

08/06/2019 06:00

A história de vida de Monique Varmeling é como a de muitas pessoas, com altos e baixos, tentativas certeiras e momentos de frustação. Mas, desde o ano passado, ela encontrou na cidade onde nasceu, São Ludgero, a chance e as oportunidades de alcançar voos ainda maiores no atletismo.


Monique tem 27 anos, mas o gosto pelo atletismo começou cedo. Os primeiros passos no esporte foram dados quando ela tinha 12 anos, por incentivo de uma professora de educação física. “Eu não tinha intenção de competir, não conhecia nada do atletismo, mas daí me destaquei num campeonato escolar, no salto em altura. A professora e a minha família começaram a me apoiar e eu fui meio que na onda”, conta Monique.


A paixão pela modalidade cresceu assim que a atleta descobriu que podia viver do esporte, viajando o país e o mundo, fazendo algo que a enchesse de gratidão. “Quando participei de uma competição nacional, me encantei. Bati o recorde, atuei numa estrutura diferente, maior e melhor. Ali vi o que o esporte podia me proporcionar”.


Após diversas conquistas, Monique foi convidada para atuar em times de São Paulo. Com o apoio da família, ela seguiu. Na mala, sonhos e expectativas. Foram quatro anos de crescimento e aprendizado. “Sentia muita falta de casa. Lá, fiz parte de dois clubes, de 2012 a 2016. Nesse tempo, ficava na ponte aérea. Passava alguns meses lá, depois voltava para São Ludgero. Até que meu clube pediu que eu optasse por ficar só em São Paulo, mas não tinha como”, diz.


Ao voltar para casa, ela precisou se readaptar. O ano de 2017, como ela mesma diz, foi de incertezas e insegurança. “Não treinei muito e quase desisti de tudo. Não tinha mais bolsa atleta e precisava encontrar outra fonte de renda. No fim daquele ano, comecei a cursar educação física, passei a trabalhar como instrutora em uma academia e, aos poucos, tudo foi se encaixando”.


MENTE SÃ, CORPO SÃO

Sem a pressão de estar em um grande clube e longe da família, Monique voltou a treinar e conciliar o esporte à nova rotina. Em 2018, ela participou de diversas competições, nacionais e internacionais, chegando ao segundo lugar no Grand Prix Sul-Americano de Atletismo. Neste ano, foi convocada para atuar na seleção brasileira e conquistou o bronze, no fim de maio, também no Sul-Americano.


“Quando a gente quer muito algo, a gente dá um jeito de conquistar. Ainda quero conseguir o índice para o Pan-Americano deste ano. Sei que já não sou tão nova, mas tudo tem dado tão certo, que mesmo nos momentos de cansaço não penso em parar. Pelo menos nos próximos cinco anos. Quando desencanei das cobranças, tudo melhorou. Como sempre diz o ditado, ‘mente sã, corpo são’”.

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Guilherme Corrêa

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