PRISCILA Gonçalves tem paralisia cerebral e pratica bocha olímpica. Ela é destaque da modalidade no Estado
Kamila Melo/DS Com funções neurológicas comprometidas desde o nascimento, Priscila Gonçalves é uma das paratletas tubaronenses com paralisia cerebral (PC). Por afetar o desenvolvimento tanto motor quanto cognitivo, a esportista não consegue falar. É por isso que quem para e observa os treinos fica admirado com a força e com o fato de ela se comunicar sem usar as palavras.
“Ela é bem expressiva”, afirma a treinadora Aline Crescêncio. Juntas há três anos, as duas trocam olhares, sorrisos, aprendizado e se entendem muito bem. “O segredo é ter empatia e paciência”, revela a professora, que prescreve os treinos para a cadeirante semanalmente.
E não é só na preparação que Aline está envolvida. Da ida ao banheiro ao acesso à porta de entrada, a técnica cuida para que Priscila possa se sentir confortável e aceita. É por isso que o lugar onde é realizado o treinamento também é tão importante. “Atualmente, estamos fazendo as atividades de segunda a sexta na Arena Multiuso, que é super acessível”, explica a treinadora.
Como a cadeira de rodas é motorizada e a paralisia não afeta as mãos e parte dos braços, transitar para lá e para cá torna a Priscila tão ágil quanto qualquer outro ser humano. Durante as partidas da bocha paralímpica, por exemplo, ela vai até as bolinhas à frente, observa como melhor pode efetuar a jogada, se posiciona e realiza o arremesso. Tudo isso sem a ajuda de ninguém. Quanto aos objetivos desta temporada, o alvo principal são os Jogos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc), que serão realizados em setembro.