Assessoria Hercílio Luz/DS Referência no elenco hercilista nas últimas duas temporadas, o atacante Lima está prestes a deixar o clube. O experiente jogador e a diretoria ainda não rescindiram o contrato, mas fizeram um acordo para encaminhar o desligamento do atleta da melhor forma para ambas as partes.
Segundo o presidente Fábio Mendonça, o clube se comprometeu em mantê-lo treinando no Aníbal Costa para que siga cuidando da forma física, até que surja uma oportunidade em outra equipe. No entanto, o mandatário também disse que ele não deve entrar em campo pela Série D do Brasileiro, que inicia no dia 5 de maio.
Lima tem contrato com o Hercílio Luz até o dia 31 de julho. Ele se reapresentou na terça-feira, e tinha vontade de continuar defendendo a equipe, mas a reportagem apurou que o jogador e o clube não se acertaram quanto ao salário. O atacante queria continuar recebendo o mesmo que ganhava durante o Estadual – a diretoria ofereceu menos.
Questionado sobre o assunto, o presidente confirmou que não houve acordo. “Foram vários fatores, e um deles foi o salário. Com o rebaixamento, não fica mais viável termos salários altos no clube”, declarou Fábio Mendonça.
Durante a tarde de ontem, a reportagem também procurou o atacante. Por telefone, ele disse que estava dirigindo, a caminho de casa, e que não iria se manifestar sobre o assunto.
Já consagrado como maior artilheiro da história do Joinville, Lima abandonou a aposentadoria para defender o Hercílio Luz no Catarinense de 2018, após um convite do então gerente de futebol Nasareno Silva.
No ano em que o Leão voltou à elite, o jogador fez o que se esperava dele: foram nove gols em 17 partidas, terminando o campeonato como um dos artilheiros e sendo peça fundamental para a permanência do Hercílio – o time se salvou da degola graças ao saldo de gols.
Depois de uma passagem pelo Brusque, Lima voltou ao Leão do Sul para a Copa Santa Catarina do ano passado, e seguiu na equipe para o Estadual deste ano. Mas, nesta passagem, o atacante, de 36 anos, não conseguiu repetir o bom desempenho. Foram quatro gols em 16 jogos, e dois pênaltis perdidos na reta final do Catarinense que poderiam ter mudado a história da competição.
Guilherme Simon