William Lampert/CA Tubarão/DS A permanência na elite do Catarinense foi motivo de muita comemoração no Peixe, com direito a provocações nas redes sociais ao rival Hercílio Luz, que acabou rebaixado, e à recepção da torcida com fogos de artifício no Domingos Gonzales na noite de domingo. Mas, em campo, o desempenho da equipe ficou longe de convencer. Esta foi a pior campanha do Tricolor desde que o clube voltou a disputar a elite, em 2017.
Na análise do presidente Luiz Henrique Martins Ribeiro, o campeonato deste ano serviu para mostrar que o time ainda tem um longo caminho pela frente. “Acho que serviu para que os fãs entendam que somos um clube pequeno, em crescimento, e que o ano passado foi atípico. É difícil manter o que fizemos naquela edição”, comentou.
O dirigente opinou que o Catarinense é o campeonato mais competitivo do país, e disse que é preciso levar isso em conta na hora de criticar o time.
“Às vezes, há exceções, como o Marcílio Dias nesse ano, como fomos nós no ano passado. Muitas vezes, a crônica esportiva e uma pequena parte dos torcedores esquecem disso, mas todos os jogos são difíceis. Quando a gente não começa bem, fica ainda mais complicado recuperar”, declarou.
Entre os motivos para o fraco desempenho, Luiz Henrique listou o problema grave na preparação física dos atletas, sobretudo no começo da competição, a parte emocional do grupo, que foi ficando mais instável na medida em que os resultados não vinham, e a demora para encontrar um técnico que “fechasse” com o elenco.
O presidente citou ainda que o investimento financeiro foi até maior que o do ano anterior, mas que houve uma concentração em “atletas que não se encaixaram”.
Ainda de acordo com ele, para a Série D do Brasileiro, que inicia para o Tubarão no dia 5 de maio, a diretoria deve promover ajustes no elenco, uma vez que se trata de uma competição diferente, além de manter o treinador Luizinho Vieira.
Guilherme Simon