Bom dia, boa tarde, boa noite, conforme a ocasião!
Estamos vivendo, mais uma vez, eu, você e todos os brasileiros, os dias de “Horário Eleitoral Gratuito”. Aqueles momentos em que a televisão e o rádio interrompem as suas programações para divulgar as “propostas” dos candidatos às próximas eleições.
E sabe quando começou isso?
Pois bem, pelo menos no início dos anos 1960, embora antes já houvesse algo parecido nas emissoras de rádio.
A primeira regulamentação ocorreu com a Lei nº 4.115, de 22 de agosto de 1962, que alterou o Código Eleitoral e estabeleceu que as emissoras de rádio e televisão deveriam reservar espaço para a propaganda política gratuita. Nos 60 dias anteriores à eleição, as emissoras reservavam diariamente “duas horas” para a propaganda política.
O horário, que era conhecido como Guia Eleitoral, envolvia as emissoras de rádio, que faziam bastante sucesso à época e também as emissoras de TV, cuja primeira transmissão no Brasil havia ocorrido em 1950.
Este espaço, inaugurado naquela longínqua década, já utilizado por nomes como Ademar de Barros, Carlos Lacerda e Leonel Brizola, por exemplo, chegou aos nossos dias, sem interrupções.
Com algumas modificações o horário eleitoral gratuito continua aí, basta ligar (ou desligar) o rádio e a TV.
Mas a pergunta que quero fazer é: continua fazendo sentido?
Acho eu que não. Esse tipo de obrigatoriedade foi criado para outro Brasil. Aquele Brasil em que as pessoas se informavam apenas pelo rádio e pela TV, talvez por jornal e revistas também. Mas um Brasil sem internet, sem celular, sem redes sociais, sem aplicativos de mensagens, sem lives, sem IA.
E, de gratuito, essa ferramenta não tem nada. Candidatos gastam fortunas com produções e as emissoras recebem compensações tributárias pelo tempo disponibilizado. Só entre 2014 e 2015, a renúncia fiscal acumulada ultrapassa R$ 5 bilhões.
Outra situação a avaliar é que o formato oferecido ultimamente, em tempos de muita tecnologia nas produções e, às vezes, poucos segundos a serem explorados, favorece o espetáculo. O que fica marcado não é a proposta ou o currículo do candidato e sim bordões, musiquinhas, apelidos estranhos, fantasias, humor.
Sem falar no uso desse precioso tempo como “moeda política”, quando partidos acabam promovendo alianças e outros acordos não tão republicanos, de olho nos segundinhos a mais numa programação, que, há tempos, deixou de ser líder em audiência.
Como se diz
No Whats: Achei estranho;
No e-mail: Achei incomum;
Na redação: Trata-se de algo atípico.
Vidas
Todo mundo tem três vidas: uma vida pública, uma vida privada e uma vida secreta. Foi Gabriel Garcia Márquez que disse.
Cebola
- Por que você está chorando meu bem?
- É essa cebola que eu estou cortando aqui...
- Mas, marido, você está cortando tomate. Foi o Vasco, né?
- Foi...
Aprender
Na vida é preciso aprender 3 coisas: outra língua, Excel e dizer não.
Desfile em Capivari
Mais de 30 entidades desfilaram para milhares de capivarienses na tarde do dia 7, um espetáculo de música, cores, cidadania e criatividade.
Desfile em tubarão
Numa manhã fria de 7 de setembro, a Marcolino Cabral ficou lotada para o grande espetáculo do desfile em homenagem à Pátria. As bandas marciais deram um show a parte.
Zethe
A empresária Zethe Ferreira de Bona, recebendo cumprimentos pelo aniversário. Parabéns!
Michelle
Dra. Michelle Pires celebrando nova idade nesta quarta-feira. Felicidades, querida!
Frase solta, que deveria estar presa:
“Estude para poder dizer não.”