Projeto leva conhecimento às escolas e incentiva preservação do patrimônio cultural
A arqueologia tem se tornado uma ferramenta de aprendizado para crianças e jovens no Sul de Santa Catarina, por meio de um projeto desenvolvido pelo professor e arqueólogo Geovan Martins Guimarães, vinculado à Universidade do Sul de Santa Catarina. A iniciativa, realizada pelo Grupo de Pesquisa em Educação Patrimonial e Arqueologia (Grupep) e o Programa de Pós-graduação em Educação (PPGE), busca aproximar o conhecimento científico da comunidade, especialmente do público escolar.
Segundo o professor, a educação patrimonial sempre esteve presente nas ações do Grupep, desde os primeiros trabalhos de campo. “Enquanto realizávamos as escavações, também desenvolvíamos atividades com as crianças e a comunidade. Essa relação entre pesquisa e educação sempre foi muito forte”, destaca.
As atividades envolvem oficinas, conversas, materiais didáticos e experiências práticas que ajudam os alunos a compreender temas como os sítios arqueológicos, os sambaquis e os modos de vida dos povos que habitaram a região há milhares de anos. A proposta é tornar o aprendizado mais acessível e conectado com a realidade dos estudantes.
do em Tubarão tem ganhado destaque ao transformar o ensino em uma experiência prática e envolvente, contribuindo para a formação cidadã e para a preservação da história regional.
“Buscamos mostrar que a arqueologia não está distante. Ela está presente no território, nas paisagens e nas histórias que fazem parte da vida das pessoas”, explica Geovan. O trabalho também incentiva a valorização e a preservação do patrimônio cultural, despertando o senso de pertencimento nas novas gerações.
As ações são realizadas em diferentes contextos, incluindo visitas de escolas, projetos de extensão, formação de professores e atividades em comunidades. Ao longo da trajetória, o professor participou de iniciativas em várias regiões do país, sempre associando pesquisa arqueológica à educação.
Impacto
De acordo com Geovan, a experiência com crianças e jovens é uma das partes mais significativas do trabalho. “É fundamental comunicar a arqueologia de forma acessível. Quando as pessoas se conectam com as histórias e culturas preservadas nesses patrimônios, elas passam a valorizar e proteger esse legado”, afirma.O projeto desenvolvi