Quarta-feira, 14 de outubro de 2026
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RAMIRES LINHARES

10/09/2026 06:00

Vermelho

Acabamos de passar por mais um 7 de setembro, dia de homenagem à Pátria e de desfiles cívicos nas cidades de todo o Brasil. Aqui em Tubarão, mais uma grande festa popular, promovida especialmente por nossos estudantes, crianças e jovens, que foram para a avenida e deram show.

Falo de show, pois, em suas apresentações, seja nas fanfarras, nas encenações e nas indumentárias, estudantes, professores e pais levaram para o público muito de nossa cultura, tradições e cidadania.

Estou indo para os 60 anos de idade e, desde os 12, tenho pisado na Avenida Marcolino Cabral, no dia 7 de setembro, seja desfilando pelo Henrique Fontes, pela Escola Técnica ou pela UniSul, seja no palanque oficial, narrando o desfile, por mais de 25 anos. É sempre uma emoção diferente. 

Este ano acompanhei da calçada, emocionado, vendo o neto, sobrinhos e o filho passarem na avenida, assim como milhares de pais, mães, tios e avós ali presentes. Tudo perfeito, tudo organizado, tudo emocionante.

Meu filho, já maior de idade, fez seu último desfile pelo Colégio Coração Feliz, onde estuda desde os primeiros meses de vida. O colégio passou bonito, coeso, ensaiado, uniformes impecáveis, na cor que sempre usaram, desde quando aqueles jovens barbados que ali passaram vinham nos colos das mães e das tias, no maternal.

Após o desfile, um post na internet chamava a atenção. Um conhecido perfil, que costuma cobrir e divulgar eventos por aqui, “Tubarão Bela Santa Catarina”, enaltecia justamente o desfile do Coração Feliz e a bela homenagem que fizeram à bandeira do Brasil.

Dezenas de milhares de curtidas, milhares de repostagens e milhares de comentários. No entanto, foi nos comentários que pudemos sentir um pouco do grande mal que assola a nossa Pátria: a polarização ignóbil de posições políticas, em detrimento da inteligência e da consciência comum. Não falo dos comentários apaixonados e elogiosos de pais, tios, avós. Não falo das orgulhosas frases escritas por alunos, professores, diretores, celebrando a cidadania, o amor à cidade, ao país. Falo de alguns tontos:

@marc****: Pena que todos vestiam vermelho; @maria****: só tem que mudar a cor da roupa; @lenil****: mas, e essas roupas vermelhas? @marle****: todos de vermelho kkkk; @58i**** só a bandeira brasileira, por que tantas cores vermelhas?

A essas observações distantes da “ladineza” seguiram-se outras descabidas com números, slogans, bordões de candidatos, ameaças, xingamentos, todas, é claro, com inúmeros erros ortográficos e totalmente fora de conexão.

Desmerecer um ato que enaltece o símbolo maior de um país, feito por jovens que estudaram, ensaiaram e escolheram estar ali, orgulhosos, por causa da cor que a escola usa há mais de 30 anos, não pode ser classificado de outra forma, senão como pura ignorância.

O que nos deixa, no entanto, ainda esperançosos nas pessoas é que os outros mais de 6 mil comentários na publicação, vindos de incontáveis lugares do Brasil e até do exterior, enalteceram os estudantes, os professores, os pais, a escola e a homenagem à bandeira do Brasil.

Que sigamos sendo sensatos, do bem, da paz e com os corações felizes! 


Casa
Nem todo mundo deve entrar na sua casa. Alguns, aliás, nem deveriam saber onde você mora.

Flor
Se você se apaixonar só pela flor, sem considerar a raiz, certamente ficará decepcionado no outono. Isso não é sobre flores...

Notícias
A boa notícia é que nada é eterno. 
A má notícia é que nada é eterno.

Sonho
Eu trabalho, ralo pra caramba, tudo para realizar os meus sonhos. O principal deles é viajar e mandar mensagens para os meus amigos perguntando: “Que horas são aí no Brasil agora”?
 

O novo livro da Renata
A jornalista e escritora Renata Dal-Bó está de livro novo, o Caderno de Anotar a Vida, uma coleção de crônicas da autora, teve o primeiro lançamento na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Em Tubarão, o lançamento está marcado para 17 de setembro, às 19h, no UniSul Lab, no prédio da Biblioteca da UniSul. A nova publicação recupera crônicas de uma fase específica de sua trajetória e reúne textos escritos há alguns anos, relacionados a situações e questões presentes no cotidiano. A obra conta com prefácios de José Warmuth Teixeira e deste colunista, seus confrades na Academia Tubaronense de Letras. Sucesso certo! 
 

Dr. Toledo
A trajetória e o legado do engenheiro Sebastião Toledo dos Santos no Sul de SC, entre 1947 e o falecimento, em 1972, ganharam documentário lançado nessa terça-feira na Associação Empresarial de Criciúma. Natural de Minas e casado com a lagunense Nelita Lopes, Sebastião Toledo atuou na CSN nas minas de carvão em Siderópolis e em outras cidades do Sul. O documentário foi produzido pelo competente jornalista Nei Manique e tem o título de “Toledo: uma história abduzida”. Esta e outras interessantes produções de Nei podem ser vistas no canal CriTV Criciúma, no YouTube. Vale a pena conferir. 
 

Felicidades
Ainda recebendo cumprimentos pelo aniversário a professora Lúcia Fernandes. Parabéns, querida!


Frase solta, que deveria estar presa:
“O óbvio, infelizmente, precisa ser dito constantemente.” 

Diário do Sul
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