Bom dia, boa tarde, boa noite, conforme a ocasião!
Nos cursos de oratória que ministro, ensino meus alunos sobre algumas armas de persuasão que, neste mundo altamente comunicacional em que vivemos, são importantes em todo tipo de relacionamento.
É que o comportamento humano, através dos tempos, tem sofrido mutações. Algumas curiosas. Por exemplo, raramente desejamos algo sozinhos. Quase sempre desejamos porque alguém antes desejou. O desejo, ao contrário do que imaginamos, não nasce isolado dentro de nós. Ele se alastra, se imita, se contagia. Publicitários e marketeiros entenderam isso faz tempo.
Na padaria, o bolo inteiro passa despercebido, fica quietinho na vitrine. Já aquele último pedaço na bandeja, solitário e quase inexistente, esse desperta nossa atenção. Se restou apenas um, pensamos, é porque deve ser bom. Na rua, dois bares disputam os clientes da noite de sexta-feira: um vazio, outro com fila na porta. Instintivamente, caminhamos para onde a fila se forma, como se o desejo coletivo fosse um selo de qualidade.
Desejamos aquilo que percebemos ser desejado.
Tem uma ferramenta específica sobre a qual ensino: a triangulação. É uma estratégia tão antiga quanto as próprias interações sociais. Mostrar que algo é valorizado por outros desperta no observador a sensação de que aquilo também merece sua atenção. É quase manipulação, mas é muito mais do que uma forma de revelar como o desejo humano se constrói em rede, olhando sempre para o lado antes de decidir o que quer. Ou você nunca disse ao garçom: “Quero um prato igual ao daquela mesa ali”?
Ferramentas ou armas de persuasão são indispensáveis para aumentar o poder de atração, o poder de conquista, o poder do carisma, o poder da influência. No fim das contas, tudo é pelo poder.
O filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, no entanto, observa que o poder mais forte é justamente aquele que quase não aparece. Quanto mais poderoso ele é, mais silenciosamente atua. O poder que precisa gritar já começa a demonstrar fragilidade.
Mas toda ferramenta poderosa traz consigo um peso moral. A história já mostrou que carisma, influência e capacidade de persuasão podem ser usados para iluminar caminhos ou para conduzir multidões ao abismo. Adolf Hitler que o diga. Ele foi um exemplo de como liderança e magnetismo, quando divorciados da ética, podem produzir tragédias.
Melhor mesmo é seguir o conselho de Ben Parker, o tio do Homem-Aranha, que disse: “Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades.”
Data querida
Final de semana será de festa na família Barreiros de Souza, para celebrar o aniversário do grande jornalista Arilton Barreiros, que recebe o carinho da Dona Delourdes, das filhas, genros e netos.

PAPO DE ESPOSA
– Charleeees, por que essa moça aqui tá te mandando foto de calcinha e sutiã?
– Ah, amor. Estragou a surpresa. Eu estava comprando essas roupas íntimas para você. A moça tá só mostrando...
– E por que agora ela mandou uma foto pelada?
– Sei lá. Demorei pra responder, deve ter vendido...
Edinho
O sempre deputado Edinho Bez, que neste sábado festeja mais um ano de vida. Parabéns!

Educando Cidadãos
A Fundação InoversaSul, o Colégio Dehon e um de seus alunos foram agraciados pelo Ministério Público de Santa Catarina com o Selo Amigo, do programa Educando Cidadãos. Além das instituições tubaronenses, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina e a Univali também receberam a comenda. Dehon, InoversaSul e UniTV estão engajados no programa instituído no ano passado pelo MPSC, que visa ao engajamento da sociedade civil em ações de enfrentamento à corrupção. Parabéns aos envolvidos!

Niver com samba
Parabéns ao meu amigo, músico de primeira, Antônio Espíndola, o Toninho Mangueira, que celebra nova idade, deixando os 60 para trás. Felicidades!

PAPO DE VISÃO
– Óculos deixa a pessoa menos atraente...
– Meu anjo, a gente tá só tentando enxergar!