Bom dia, boa tarde, boa noite, conforme a ocasião!
Conta-se que na antiga Nova Délhi, sob administração britânica, havia uma legítima preocupação com o grande número de cobras venenosas na cidade. Alguém do governo, então, teve uma ideia aparentemente brilhante: o governo passaria a pagar uma recompensa por cada cobra morta entregue às autoridades.
No começo, tudo parecia estar dando certo. As cobras apareciam, as recompensas eram pagas e os relatórios indicavam progresso. Talvez até o dono da ideia tenha sido recompensado de alguma forma.
Mas o ser humano possui uma habilidade singular: quando encontra um incentivo, transforma-o em oportunidade.
O que aconteceu em pouco tempo foi que surgiram criadores de cobras. Se cada animal morto valia dinheiro, por que não produzi-los em quantidade? As serpentes deixaram de ser um problema da cidade para se tornarem um negócio.
Quando as autoridades perceberam o que estava acontecendo, encerraram o programa. Os criadores, por sua vez, libertaram os animais, que já não tinham valor comercial. Resultado: mais cobras do que antes.
É bem provável que esta história, se é que realmente ocorreu, ganhou contornos lendários ao longo do tempo. Mas o episódio sobreviveu porque ilustra uma verdade profunda sobre a natureza humana: nem sempre as pessoas respondem ao objetivo de uma regra, elas respondem aos incentivos que a regra cria.
Até hoje ainda se usa a expressão “Efeito Cobra” para descrever situações em que uma solução acaba produzindo o efeito contrário ao pretendido. E estas situações vivem ocorrendo, nas empresas, nas escolas, nas famílias.
Muitas pessoas, diante de uma regra, a observam, adaptam-se a elas, contornam-nas e, às vezes, transformam a própria solução em um novo problema.
Por isso, antes de celebrar uma ideia engenhosa, vale a pena se perguntar se não haverá uma forma de utilizar a regra de um jeito diferente.
Afinal, na vida, como em Nova Délhi, nem sempre o desafio está nas cobras que enxergamos. Às vezes, o verdadeiro perigo está nas que nossas próprias soluções acabam criando.
Dor
Fui consultar o médico por conta de umas dores terríveis nas costas. O doutor fez radiografia, examinou-me, receitou uns anti-inflamatórios e me deu uma pequena palestra sobre nervo ciático, coluna lombar, essas coisas. Perguntei então o que eu tenho feito que provocou a tal dor. E ele, sério, me respondeu:
- Aniversários!
Mamado
Aquele amigo meu acordou dia desses no sofá, com a maior ressaca, com gosto de corrimão de hospital na boca e todo estropiado. Viu que a esposa estava com cara de poucos amigos e foi se desculpar:
- Amor, quero lhe pedir desculpas por ter bebido demais, ter chegado em casa tarde e, ainda por cima, com o olho roxo!
E ela:
- Quando você chegou não estava com o olho roxo.
Cadorin
O historiador Adilcio Cadorin, aniversariante desta quarta-feira, que conduz, à noite, uma reunião descentralizada do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, na sua Laguna, juntando um grupo de gente interessante para falar de cultura e história da nossa região. Parabéns, mestre!
Juliano Demétrio
Dia de parabenizar o talentoso Juliano Demétrio, músico e professor, que faz da arte sua estrada há muito tempo, sempre com performances admiráveis. Parabéns, meu irmão!
Celebrando
O empresário e líder político Dirley Corrêa Nunes, preparando o churrasco para celebrar seu aniversário, neste feriado. Parabéns, maninho!
Cristian
Celebrando nova idade nesta semana, o engenheiro civil Cristian Souza Cansilier. Jovem talentoso e comprometido, recebe o carinho dos amigos e desejos de sucesso e saúde. Parabéns, garoto!
Frase solta, que deveria estar presa:
“Tem gente que assiste ao Titanic só para ver o iceberg.”