Carolina tem 28 anos, dois filhos e trabalha em uma franquia de lanchonete no shopping. Sua escala de trabalho é 6x1 –quando consegue, porque há semanas em que a folga vira banco de horas. Trabalha até tarde, porque é assim que tem que ser em uma praça de alimentação. Mãe solo, precisa se submeter para sustentar a família. Seu dia de folga não é fixo: depende do movimento, dos outros funcionários e de critérios que ela nem entende. Muitas vezes fica sabendo um ou dois dias antes que não precisa vir na quarta-feira. Dia em que seus filhos estão estudando. É quando ela faz as tarefas domésticas, como varrer a casa e fazer compras. Chega ao fim do dia exausta e precisa acordar cedo na quinta, porque o “descanso” já acabou. Aos finais de semana, Lucas e André não têm aula. André tem autismo e o cuidado precisa ser redobrado. Carolina bem que poderia ter alguns momentos de lazer com a sua família, mas ela precisa trabalhar no sábado. E no domingo também. Às vezes Carolina se pega a refletir: a empresa instalou totens para que os clientes possam fazer seus pedidos mais rápido e sem a necessidade de um funcionário anotar. A tecnologia é maravilhosa e necessária, mas será que os seus benefícios não poderiam ser divididos? Se o seu patrão pode contratar menos funcionários, por que os que restaram não podem ter dois dias de folga na semana? Para que ao menos um deles seja, de fato, para desfrutar com os familiares, descansar e ter um pouco de lazer? Carolina gostaria de fazer essa proposta a o seu patrão, mas não pode correr esse risco. Precisa muito desse emprego e vai mantê-lo, nem que seja ao custo da própria saúde física e mental. A Carolina bem que gostaria que a escala 6x1 não fosse mais usada, mas viu na TV que o país pode quebrar se ela tiver um dia para ficar com seus filhos. O Brasil precisa da Carolina. Carolina pode contar com o Brasil?
O Campo Democrático
Gelson Merísio, de 60 anos, foi confirmado nesta quinta-feira (17) pelo PSB como pré-candidato ao governo de Santa Catarina. Com apoio de partidos como PDT, PT e PSol, a candidatura será o palanque da esquerda no estado também com foco na reeleição do presidente Lula. A vice é a ex-deputada Ângela Albino (PDT).
A suplente de Laguna
A psicóloga Aparecida da Silva, a Cida (PT), de Laguna, será a segunda suplente de Afrânio Boppré (Psol) ao Senado. A primeira suplente da chapa é a ex-deputada federal Luci Choinacki.
Décio com alianças
A candidatura de Décio Lima (PT) ao Senado terá Elaine Huber (PDT) como primeira suplente. Ela é esposa do ex-senador Dário Berger. A segunda suplente será Fernanda Klitzke (PT).