Sexta-feira, 14 de agosto de 2026
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JOSÉ WARMUTH

05/09/2025 06:00

Bichos, lendas e superstições

Mundo afora temos visto algumas crenças e superstições envolvendo animais:

Em Gibraltar interagimos com os famosos macacos que habitam as encostas do monte, que são cerca de trezentos, tendo um deles sobre nosso ombro.

Os ingleses tratam muito bem aqueles símios, fomentando a sua procriação, pois se crê que, se extinguirem, aquele importante sítio estratégico voltará ao domínio da Espanha.

Em Delhi, capital da Índia, assistimos pelo menos cinquenta veículos deterem-se para deixar que duas vacas cruzassem lentamente uma movimentada avenida. Eram elas duas das famosas vacas sagradas, animais que não podem ser molestados nem mortos, sob pena de prisão. Estima-se que, somente naquela cidade, estejam quarenta mil vacas.

A crença vem de cinco mil anos passados, quando o deus Krishna encarnava um jovem pastor e protetor desses animais.

No leste europeu, mais exatamente na zona leste da Alemanha, vimos armações metálicas em chaminés de casas, à espera da migração das cegonhas para ali fazerem seus ninhos. Naquele país há a crença de que, se nidificarem no telhado ou na chaminé, os residentes terão vida longa e riqueza.

Certa vez, almoçamos em casa de parentes em Sovergine, na região do Vêneto, no norte da  Itália. 

Procuramos mas não achamos nenhum passarinho engaiolado. Mas é claro! Tê-los assim dá azar, segundo o mito folclórico.  

Também na Itália crê-se que, se vermos um gato espirrar, nos traz sorte.

“Sentire um gatto che starnutisce è di buon auspicio”.

Nos Estados Unidos, o número 13 é tabu. É um número de azar. Vimos prédios sem o 13º andar. Nos elevadores, do 12 pula-se para o 14. Nas cidades que têm as avenidas numeradas, não há a 13ª.

No entanto, a águia existente nas armas daquela república, e isto pode ser verificado em uma nota de um dólar, está encimada por treze estrelas, em sua frente ostenta um escudo com 13 faixas, em uma garra segura 13 flechas e na outra um ramo de oliva com 13 folhas. Com o bico prende uma faixa onde se lê “E pluribus unum”, frase que tem 13 letras.

Na famosa Torre de Londres, que já foi fortaleza, prisão e local de execuções, palácio real, observatório, Casa da Moeda, zoológico, arquivo público, quartel-general e hoje Museu do Tesouro Eeal, vimos os corvos domesticados que, segundo a tradição, se forem embora, perder-se-á a coroa real.

Diário do Sul
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