O consumo de açúcar no Brasil cresceu muito nas últimas décadas. De acordo com a Embrapa, no ano de 1930 era de 15 kg/ano/habitante. Em meados de 1990, subiu para 50 kg. Hoje, o consumo médio estimado é de 56 kg/ano/habitante, levando um pouco em consideração o crescimento da população.
Vale lembrar que esse consumo não representa só o açúcar que você coloca no café ou no suco, mas todos os alimentos que contêm açúcar “invisível”. Geralmente são alimentos industrializados, como bolos, biscoitos, refrigerantes, bolachas, sorvetes, balas, entre outros. O efeito disso pode ser observado no aumento progressivo dos índices de sobrepeso/obesidade na população. Importante frisar que esse aumento de peso não está somente entre os adultos. Crianças e adolescentes vêm aumentando esses indicadores a cada ano.
Evitar o açúcar é uma tarefa quase impossível para algumas pessoas, já que ficar “viciado” em doces é muito fácil, pois sua absorção é extremamente rápida e logo alcança o cérebro, onde se converte em serotonina, neurotransmissor ligado ao bem-estar. Não é por acaso que dizem que “água com açúcar” é bom para acalmar. Também não é por acaso que as mulheres sentem mais vontade de comer doces durante a TPM.
O fato é que o nosso corpo precisa de gorduras, carboidratos, proteínas, vitaminas e sais minerais, mas não precisa de açúcar processado.
A primeira medida é cortar a adição de açúcar refinado. Será difícil se você fizer isso abruptamente, então, o mais indicado é diminuir o consumo de açúcar aos poucos, no café, no suco de frutas, na vitamina, até conseguir consumir os alimentos e sentir o seu real sabor. Também comece a prestar atenção nos rótulos. Você vai encontrar diferentes açúcares adicionados aos alimentos: xarope de milho, frutose, sacarose, glicose, adoçante de milho, etc. Vejo muitas pessoas utilizando outros açúcares em substituição ao refinado, como orgânico, mascavo, cristal e light, mas eles são apenas “menos piores” que o açúcar refinado e seu consumo também deve ser avaliado.
Espero que tenham gostado do assunto de hoje. Atendimento clínico nutricional ON LINE – (048) 99177- 5052.