| Falar em remuneração é algo polêmico na maioria das organizações. O relato que mais escuto sobre salário é que, para quem paga, sempre é muito; para quem recebe, sempre é pouco.
Diante disso, como uma empresa pode ter uma remuneração atrativa? É uma tarefa árdua. Observamos empresas criando diversas alternativas para tentar satisfazer os colaboradores, às vezes sem muito sucesso. Percebemos que os colaboradores reclamam muito de seus salários, colocam a culpa na empresa e, em geral, vivem descontentes e insatisfeitos com a sua remuneração.
Entretanto, precisamos observar que o trabalhador, na maioria das vezes, atribui mais valor ao salário relativo do que o salário absoluto.
Salário absoluto é o valor recebido.
Salário relativo é quando o salário é comparado a algo.
Exemplo: sou recepcionista de um hotel e ganho R$ 700. Este é meu salário absoluto.
O salário de R$ 700 não é o suficiente para pagar minhas despesas. Porém, minha colega recepcionista de outro hotel também recebe R$ 700 e o mercado paga para as recepcionistas, em média, R$ 700. Sendo assim, fico satisfeita (a “culpa” não é da empresa que me paga) e, se quero ganhar mais dinheiro preciso, eu mesma, fazer alguma coisa.
O salário de R$ 700 relativo ao que meus colegas de profissão ganham e ao salário que o mercado paga é justo.
Então, precisamos estar de olho no que o mercado está pagando para verificar se nossa insatisfação com o salário é “culpa” da empresa. Muitas vezes a empresa paga um salário justo. Eu é que preciso estudar mais, me esforçar mais, melhorar, para ganhar um salário melhor.
Agora, quando temos funcionários com mesma função e salários diferentes é um pouco mais complicado, pois na cabeça do colaborador a “culpa” é da empresa. O funcionário não entende que o outro, de repente, ganha um salário melhor porque se dedica mais ou porque tem mais tempo de casa.
O “tempo de casa” também é um fator complexo porque algumas vezes o que tem mais tempo de casa trabalha menos do que o que possui menos tempo.
São vários lados em uma mesma situação. Não existe uma fórmula ou uma receita para agradar a todos. No entanto, quanto mais transparente for o plano de remuneração da empresa, melhor. Nem sempre a empresa é a “vilã”, precisamos ser honestos e verificar que necessitamos nos qualificar mais, fazer a diferença na empresa para depois sermos reconhecidos. |