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Pai transforma luto gestacional em livro

Obra escrita pelo tubaronense Thiago Aguiar compartilha a experiência da perda de três filhos durante a gestação

05/11/2026 06:00|Atualizada em 05/11/2026 07:43|Por Redação

Transformar uma experiência marcada pela dor em uma forma de acolher outras famílias. Foi com esse propósito que o tubaronense Thiago Aguiar, de 43 anos, escreveu o livro Saudades de Quem Não Conheci, sobre o luto gestacional e perinatal. Músico, escritor e administrador, ele decidiu compartilhar sentimentos que, durante muito tempo, guardou para si após perder três filhos ao lado da esposa, Daiani Dias.

Casados há quase nove anos, Thiago e Daiani são pais de Anna, de seis anos, e Joaquim, de um ano. O casal enfrentou a perda de outros três filhos durante a gestação, experiências que marcaram a história da família e motivaram a criação da obra. A ideia surgiu da vontade de ajudar pessoas que passam por uma situação semelhante. Thiago conta que sofreu em silêncio na época, principalmente por não querer aumentar o sofrimento da esposa, que também enfrentava o luto.

“Foi também um jeito que encontrei de colocar para fora sentimentos que estavam guardados na minha memória e coração”, relata.

Escrito pelo olhar de um pai, o livro busca atender também a realidade de mães, familiares e até amigos que estão próximos de alguém que enfrenta esse momento de dor. “Até para pessoas que têm curiosidade com essa temática que é pouco abordada por nossa sociedade”, acrescenta Thiago. 

Durante a produção, o autor precisou revisitar momentos difíceis e compartilhar com Daiani detalhes da experiência que ainda não havia contado. O processo trouxe lembranças dolorosas, mas também permitiu que ele expressasse sentimentos que estavam guardados. Por isso, Thiago descreve a escrita como uma experiência libertadora, tanto pela possibilidade de elaborar a própria dor quanto pela oportunidade de transformá-la em uma mensagem de acolhimento.

O escritor destaca ainda que o luto é vivido de maneira diferente por cada pessoa e que não existem respostas prontas para aliviar o sofrimento. Para ele, o mais importante é respeitar o tempo de cada um, oferecer apoio e evitar julgamentos ou tentativas de encontrar explicações para a perda.

“A morte é um mistério e o tempo de vida terrena de cada um de nós é algo que não conseguimos controlar. Permita-se viver cada momento do processo de cicatrização da sua ferida. Se necessário, procure ajuda profissional, seja de um psicólogo ou até mesmo de um psiquiatra”, aconselha.

 

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Como adquirir   

Produzida de forma independente, a obra pode ser adquirida diretamente com Thiago pelo Whats­App (48) 99926-1853 ou pelo Instagram @­cantorthiagoaguiar. Também há exemplares nas paróquias de Oficinas e da Passagem, em Tubarão, durante o expediente paroquial. Não há lançamento oficial programado.

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