O professor de história filmado defendendo Hitler em sala de aula, em Imbituba, foi novamente afastado por 60 dias, informou a Secretaria de Estado da Educação (SED).
Nesta quinta-feira, estudantes realizaram uma manifestação na cidade contra o nazismo. A ação ocorreu antes do período matutino de aulas, em frente à Escola de Educação Básica Engenheira Annes Gualberto, e foi organizada pelos próprios alunos. Com cartazes e palavras de ordem, eles pediam pela demissão e prisão do professor. Pelas redes sociais, outros professores da instituição também se manifestaram contra o nazismo e as falas do profissional afastado.
O protesto foi acompanhado pelo Sinte (Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública de Ensino do Estado), que cobrou o afastamento do professor e explicações sobre o retorno dele à sala de aula. “Repudiamos este professor e reforçamos que este é um caso isolado e precisa ser combatido com o uso das prerrogativas legais que tipificam este tipo de fala como crime”, apontou o sindicato em nota.
Como o DS destacou na edição desta quarta, o vídeo da gravação repercutiu nas redes sociais e mostra o professor na escola, com os alunos, durante uma conversa. “O professor chega a apoiar o que ele (Adolf Hitler) fez?”, pergunta um aluno. O professor responde que “sim, claro”. Após questionar se alguém está filmando, o homem diz: “Eu tenho uma admiração por Hitler”.
Segundo o delegado Juliano Baesso, o professor já é investigado por condutas parecidas, que foram denunciadas em novembro do ano passado. Na época, ele também foi afastado por 60 dias após elogiar o nazismo em um aplicativo de mensagens. A Polícia Civil informou que o novo vídeo foi anexado ao inquérito já existente e que o procedimento deve ser concluído nos próximos dias.