Um professor de educação física da rede estadual de Orleans foi indiciado pela prática de assédio sexual. As vítimas seriam cinco alunas e tinham em média 14 anos quando os crimes ocorreram. O homem está afastado das funções desde o início das investigações.
O caso começou a ser apurado em março deste ano após as mães de duas adolescentes procurarem a Polícia Civil para relatar que as filhas teriam sido assediadas pelo professor durante a demonstração de um exercício, em aula. Em seguida, outras alunas e ex-alunas também resolveram denunciar juntas outros atos praticados pelo mesmo docente.
A pedido da polícia, a Justiça determinou o afastamento do professor de suas funções durante o inquérito. Segundo a polícia, durante as investigações, foram realizados diversos depoimentos, além de outras diligências, concluindo haver provas concretas de que ele praticou pelo menos cinco crimes de assédio sexual, entre 2012 e 2021.
A investigação foi concluída pelo delegado Fernando Guzzi. Foram observadas diversas condutas do professor contra as alunas, como toques e abraços não condizentes com a função do magistério e com as atividades físicas ensinadas, sempre contra a vontade das adolescentes.
O professor já havia sido investigado por delitos semelhantes em 2013, também em Orleans. De acordo com a polícia, na época, não havia provas suficientes para que respondesse criminalmente pelos fatos.
O inquérito foi encaminhado para o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) para dar andamento ao processo criminal. O crime de assédio sexual tem a pena aumentada quando a vítima é menor, caso das cinco vítimas em questão. Se condenado, o professor pode pegar de seis anos a 13 anos de prisão. Ele também pode perder a função pública.
Outra servidora, da direção, também foi investigada. Os policiais buscavam saber se ela se omitiu quando recebeu denúncias contra o professor. Os agentes concluíram que a servidora não agiu dolosamente, ou seja, com intenção de beneficiar o subordinado, não praticando crime.