Ação por improbidade apura conduta em investigação de maus-tratos e corre sob sigilo
O Ministério Público de Santa Catarina entrou com uma ação civil pública contra o ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel. O processo é de improbidade administrativa com indenização por dano moral coletivo em relação à atuação dele no caso do cão Orelha, animal comunitário que morreu no início de janeiro em Florianópolis. O processo está em sigilo.
Em março, o MPSC abriu um inquérito para apurar a conduta de Ulisses por suspeitas de irregularidades no caso da investigação de maus-tratos ao cão.
Conforme a promotoria, o objetivo do procedimento é apurar se o ex-delegado-geral, na condução e coordenação das investigações do caso, teria ou não cometido as seguintes condutas: crime de abuso de autoridade, crime de violação de sigilo funcional e ato de improbidade administrativa.
No início da semana, o delegado chegou a divulgar uma nota dizendo que a informação sobre a ação era falsa e que tinha registrado um boletim de ocorrência. Na quarta, ao portal G1, ele afirmou que ainda não tinha sido comunicado formalmente e que, assim que tiver acesso completo aos autos, apresentará uma manifestação técnica pelos meios adequados.