Um homem foi condenado a mais de 50 anos de prisão pela prática de estupro de vulnerável, ameaça e indução à prostituição contra duas crianças, em Garopaba.
A mãe de uma das vítimas também foi condenada, a nove anos de reclusão, por omissão e por receber valores para não denunciar o caso.
De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, os crimes foram praticados entre os anos de 2006 e 2021. O homem atraía as meninas até sua residência dando dinheiro, doces e presentes às vítimas, pedindo em troca carícias íntimas, beijos, até a prática sexual. Consta nas provas colhidas pelo MPSC que a prática dos crimes teve início entre 2006 e 2007, quando o homem praticou por mais de sete vezes atos libidinosos contra a filha da sua inquilina, que tinha na época cinco anos.
As ações criminosas não pararam e, segundo o MPSC, seguiram até a vítima completar 18 anos. O acusado, além dos atos libidinosos, oferecia bens, dinheiro e vantagens patrimoniais em troca das relações.
O MPSC informou que de 2019 a 2021 o homem submeteu, induziu e atraiu à prostituição e exploração sexual uma segunda vítima, dos 14 aos 16 anos da jovem, praticando contra ela conjunção carnal e outros atos libidinosos, também oferecendo bens materiais.
Conforme a promotora de Justiça, Symone Leite, o homem também fornecia maconha para que as jovens utilizassem durante os atos. A mãe de uma das meninas abusadas foi condenada por omissão. Em 2020, a mulher ameaçou o estuprador cobrando pelo silêncio dos casos relacionados à sua filha, obtendo vantagem econômica, mediante ao pagamento de valores, demonstrando ciência sobre os atos praticados.
“Este é talvez um dos casos mais tristes e repugnantes já vistos por mim em dez anos de carreira, onde a própria mãe foi a responsável pelo aliciamento à prostituição de sua filha, menor de idade. A condenação dos réus, portanto, foi um ato de justiça para as vítimas, que agora poderão ter amenizadas, ainda que minimamente, suas dores físicas e psicológicas, além de representar um marco importante para que a sociedade de Garopaba saiba que o Ministério Público trabalhará arduamente pela condenação daqueles que praticarem crimes semelhantes”, ressaltou a promotora.