Dois anos depois do latrocínio do advogado Geovani De Pieri Bardini, de 31 anos, quatro homens foram condenados pelo crime. O morador de Treze de Maio foi morto com um tiro na cabeça, um dia após ser aprovado na prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), enquanto voltava para casa de uma comemoração da conquista.
As penas dos quatro homens, somadas, passam de cem anos. Dois deles receberam penas de 25 anos de reclusão. Outros dois foram condenados a 30 anos. Cabe recurso ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
O crime aconteceu em junho de 2017, quando os acusados avistaram a vítima em seu carro e, com o objetivo de roubarem o veículo, passaram a seguir Geovani. Em certo momento, abordaram o automóvel e atiraram uma vez contra a cabeça do advogado, que faleceu por traumatismo crânio encefálico.
Após o disparo, Geovani foi deixado em uma vala. Seu corpo foi encontrado às margens da SC-441, na localidade de Rio do Salto, em Treze de Maio. Já o carro da vítima, um Uno, foi localizado na tarde do mesmo dia, em Içara. A arma usada no crime também foi encontrada na cidade.
Motivação do crime
De acordo com o processo, o grupo se uniu para cometer roubo de veículos. No dia dos fatos, os acusados, após serem devidamente instruídos e receberem uma arma de fogo, seguiram para Treze de Maio. Na cidade, avistaram o Uno e passaram a segui-lo, até o interceptarem. Enquanto uns vigiavam, um dos comparsas desceu do Gol onde estava e matou Geovani. Em seguida, fugiram com seu carro.
Daiane Fernandes