Um depósito suspeito de ser utilizado para produção de cigarros clandestinos está em investigação em Orleans. O local foi descoberto na segunda-feira, após denúncia.
De acordo com a Polícia Civil, a fábrica pode ter ligação com um galpão no Rio Grande do Sul, acusado do mesmo crime, conforme reportagem exibida pelo programa Fantástico, da Globo, no domingo.
Conforme o delegado Ulisses Gabriel, responsável pela investigação, um homem de 49 anos, que seria responsável pelo local, foi preso em flagrante suspeito de recepção qualificada, crime contra o consumidor e organização criminosa. “O acusado não quis se pronunciar, e alegou não se lembrar de nada”, diz o delegado.
No depósito, foram encontradas 120 caixas que continham aproximadamente 130 quilos de “blend” (fumo, nicotina, açúcar e outros produtos), além de materiais destinados a embalar os cigarros, carteiras e maços, e máquinas para produzir e embalar os cigarros para revenda.
Também foram encontrados caminhões, um deles com placas do Paraná. “A perícia esteve no local hoje (ontem) e vai nos auxiliar no processo de investigação. Agora, seguimos em busca de informações para saber se havia outras pessoas envolvidas no crime”, informa Ulisses. O homem preso em flagrante já tinha passagens por receptação, apropriação indébita e falsificação ou adulteração de selos públicos.
No Fantástico de domingo, uma reportagem mostrou como empresas clandestinas estão sendo montadas no Brasil. São fábricas de cigarros criadas por organizações criminosas para falsificar marcas conhecidas de cigarros paraguaios. O maquinário e a mão de obra são do Paraguai, mas a intermediação é feita por gaúchos.
“Não descartamos que o local descoberto em Orleans possa ter ligação com o caso registrado no Rio Grande do Sul”, fala o delegado.
Daiane Fernandes