Foco da quadrilha eram os benefícios previdenciários.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Contagem Regressiva II, em Imbituba, nesta quinta-feira. O objetivo foi desarticular uma organização criminosa especializada na criação de vínculos empregatícios falsos para obter benefícios previdenciários. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão no município, em um imóvel residencial e em um escritório de contabilidade.
Nesse caso investigado pela PF, o prejuízo causado à Previdência Social até o momento, segundo levantamentos, alcança a quantia superior a R$ 144 mil, valor que poderia atingir o montante de R$ 1,3 milhão, caso não cessasse a atividade criminosa, considerando a expectativa de vida dos segurados, calculada pelo IBGE.
O esquema foi descoberto após denúncia de irregularidades em benefício de auxílio por incapacidade temporária — antigo auxílio-doença. Os criminosos enviavam guias de recolhimento do FGTS e informações à Previdência Social de períodos incorretos, com registro de vínculos fictícios. Assim, os falsos empregados obtinham benefícios previdenciários, como auxílio por incapacidade temporária, aposentadorias e pensão por morte previdenciária.
Os envolvidos responderão pelos crimes de estelionato previdenciário, falsificação de documentos, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva e organização criminosa. As penas variam de um a 12 anos de prisão.
A operação contou com a participação de dois delegados federais, dois escrivães, cinco agentes da Polícia Federal, além de dois servidores da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.