Investigação estima prejuízo superior a R$ 500 milhões aos cofres públicos
O Gaeco, do Ministério Público de Santa Catarina, deflagrou nesta quinta-feira a Operação Labirinto Fiscal, que investiga suspeitas de crimes contra a ordem tributária e lavagem de capitais. Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Tubarão e Manaus.
Segundo o Ministério Público, empresas ligadas ao mesmo núcleo empresarial teriam realizado operações com valores superfaturados de insumos, aumentando os créditos de ICMS utilizados pelo grupo. A Secretaria de Estado da Fazenda estima que o possível prejuízo ultrapasse R$ 500 milhões.
Em Manaus, as buscas ocorreram na Fruts Indústria de Concentrados da Amazônia, administrada por Dayane Titon Cardoso e Mario Junior Cardoso, que também fazem parte da gestão da Baly Brasil, de Tubarão.
O advogado tributarista Jailson Pereira, que representa as empresas, afirmou que a investigação analisa as transações comerciais e que não há bloqueio de bens. Segundo ele, as empresas não possuem débitos tributários e os valores das operações serão esclarecidos durante a apuração.
A Fruts declarou, em nota, que foi surpreendida pela operação, afirmou cumprir a legislação tributária e disse que seus benefícios fiscais são previstos em lei e reconhecidos por órgãos como a Receita Federal e a Sudam. A empresa informou ainda que está à disposição das autoridades.