O condutor da lancha que naufragou em janeiro deste ano, em Laguna, e que causou a morte de um vereador, do filho dele e de um amigo, virou réu por triplo homicídio culposo, quando não há a intenção de matar.
A informação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Ainda segundo o TJSC, o dono da embarcação também deve responder por atentado contra a segurança de transporte marítimo, fluvial ou aéreo e falsidade ideológica.
A decisão se baseia em inquérito concluído pela Polícia Civil, em maio deste ano, e em denúncia oferecida pelo Ministério Público. A denúncia, segundo o Tribunal de Justiça, foi aceita em 30 de setembro e está em fase de citação, para que o réu possa se defender.
A lancha naufragou em 14 de janeiro com sete ocupantes. Segundo a polícia, conforme apurado durante a investigação, um homem de 34 anos, natural de Tubarão, conduzia a lancha pelo canal de acesso ao porto de Laguna com mais seis ocupantes. “Em certo momento, apesar das condições náuticas e meteorológicas adversas, o condutor optou por sair com a embarcação ao mar aberto. Durante a saída do canal, ele adotou manobra equivocada com a lancha e foi surpreendido por uma série de ondas, as quais atingiram a embarcação e ocasionaram seu naufrágio”, relatou a polícia.
O vereador de Caçador, Ricardo de Moraes Barbosa, de 48 anos, o filho dele, Michel Ricardo de Moraes Barbosa, de 25, além de um amigo da família, Deivid Fernandes, de 29 anos, morreram após o acidente.
Polícia citou conduta
Ainda segundo a polícia, a investigação indicou que o condutor da lancha agiu de maneira imprudente e causou o homicídio culposo de três amigos. Na época, a defesa do condutor da lancha divulgou uma nota informando que “nenhuma conduta humana contribuiu para o trágico acidente” e que o naufrágio “teve como causa preponderante uma inesperada ondulação que atingiu a lateral da embarcação”.
A defesa apontou ainda que, conforme as investigações, o condutor se encontrava habilitado e que a embarcação navegava “em perfeito estado de conservação, licenciada e com número suficiente de coletes salva-vidas”.