O condutor da lancha que naufragou em janeiro deste ano, no Canal da Barra, em Laguna, e resultou em três mortes, será indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
A informação foi divulgada pela Polícia Civil na tarde desta quinta-feira, após o inquérito que apurava o caso ser concluído. Segundo a polícia, conforme apurado durante a investigação, um homem de 34 anos, natural de Tubarão, conduzia a lancha pelo canal de acesso ao porto da cidade com mais seis ocupantes na embarcação.
“Em certo momento, apesar das condições náuticas e meteorológicas adversas, o condutor optou por sair com a embarcação ao mar aberto. Durante a saída do canal, ele adotou manobra equivocada com a lancha e foi surpreendido por uma série de ondas, as quais atingiram a embarcação e ocasionaram seu naufrágio”, relatou a polícia.
O condutor e mais três dos ocupantes foram resgatados com vida. O então vereador Ricardo Barbosa, de Caçador, no Meio-Oeste catarinense, e o amigo do político Deyvid Fernandes, de 29 anos, morreram afogados no acidente. O corpo de Michel Ricardo de Moraes Barbosa, de 25, filho do vereador morto no naufrágio, foi encontrado em Passo de Torres.
Segundo a polícia, a investigação indicou que o condutor da lancha agiu de maneira imprudente e causou o homicídio culposo de três amigos. Assim, ao fim do inquérito, o homem foi indiciado pela prática de homicídios culposos. O procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário e aguarda manifestação do Ministério Público.
Na época do naufrágio, a Marinha do Brasil também abriu uma investigação para apurar o caso. Em nota, a Marinha informou que “o inquérito administrativo instaurado a fim de apurar as possíveis causas e responsabilidades quanto ao acidente com lancha, nas proximidades da barra de Laguna, em 14 de janeiro deste ano, foi concluído e seus autos remetidos ao Tribunal Marítimo, conforme preconizado nas Normas da Autoridade Marítima”. Em virtude do trâmite, o resultado não foi divulgado pela Capitania em Laguna.
Guilherme Corrêa