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Casal é condenado a 50 anos por torturar bebê

Criança com apenas dois meses, em julho de 2018, sofreu tentativa de homicídio

01/07/2020 06:00

Um casal de Capivari de Baixo foi condenado a 50 anos de prisão, em penas somadas, por torturar e tentar matar a própria filha. Os crimes foram praticados entre os meses de maio e julho de 2018, quando a bebê tinha apenas dois meses.


Após mais de 18 horas de julgamento, o Conselho de Sentença, representado por sete jurados escolhidos entre os próprios moradores da cidade, reconheceu a culpabilidade do casal, e o juiz-presidente da sessão sentenciou a penas privativas de liberdade que, juntas, somam 50 anos de prisão – 42 anos para o homem, por tortura e tentativa de homicídio, e oito anos para a mulher, por lesão corporal gravíssima.


Segundo a polícia, quando as agressões foram descobertas, a bebê foi para a Casa Lar, onde ficam as crianças encaminhadas judicialmente ao município. Como essa situação fica em segredo de Justiça, não se pode afirmar com quem a criança está atualmente.


Em 2018, a bebê deu entrada em um hospital de Tubarão durante quatro vezes, em um curto espaço de tempo, com sinais de convulsão, sangramento na boca, afundamento craniano e lesões nos braços, pernas e arcos costais, despertando nos médicos suspeitas de que as lesões eram decorrentes de agressões domésticas.


O Conselho Tutelar foi acionado e levou a denúncia à Polícia Civil. O pai foi preso em flagrante por tentativa de homicídio. Desde então, o homem se encontrava preso preventivamente, aguardando pelo julgamento.

 

MOTIVAÇÃO

A motivação, conforme esclarecido durante a investigação, envolvia desconfiança e suspeita de traição por parte do pai, que não aceitava o fato de a bebê apresentar cor da pele mais clara que a do casal, motivo pelo qual castigava severa e constantemente a criança com socos, pontapés e cotoveladas.

Ainda no decorrer do processo foi constatado que a mãe falhou ao não agir para evitar o resultado, deixando de levar ao conhecimento das autoridades as agressões sofridas pela filha.

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Guilherme Corrêa

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