Mais uma vez, a região teve o registro de animais mortos por suspeita de envenenamento. No fim de semana, quatro cães foram encontrados sem vida na praia do Gi, em Laguna.
Segundo a assessora jurídica da Sociedade Lagunense de Proteção aos Animais Abandonados (Solpra), Edden de Souza Silveira Araújo, voluntários entraram em contato com a Solpra para denunciar o caso. “Estamos juntando todas as provas e depoimentos para ajuizar uma ação cabível. Acreditamos que alguns veranistas, que aparecem somente aos fins de semana, tenham cometido esse crime. Em outra oportunidade, já houve ameaças de que os cães poderiam ser mortos. É uma crueldade sem tamanho e é muito doloroso mexer com esses casos”, explica Edden.
A advogada conta que os animais mortos foram reconhecidos pelas protetoras. Eles viviam nas ruas, provavelmente após serem abandonados pelos antigos donos, e recebiam alimentação e água. “É natural do animal correr atrás das pessoas e agir com o instinto dele, mas não se pode fazer isso só por estar descontente com a atitude do cão. Estamos atrás de todos os detalhes e informações para poder fazer justiça”, ressalta Edden.
Ainda de acordo com a Solpra, casos como o registrado no fim de semana têm se tornado mais frequentes. No começo do ano, um cão foi encontrado enforcado na praia do Mar Grosso. Em outra data, diversos gatos foram mortos após serem envenenados. “Muitas vezes, quando chegamos a um suspeito, contamos com o apoio da Polícia Militar Ambiental. Mas é muito difícil identificar quem comete esses crimes”, diz Edden.
Maus-tratos aos animais
Denúncias podem ser feitas à Polícia Civil pelo telefone 181 ou pelo Facebook da Solpra, com o nome Kika Solpra. No último mês, o DS trouxe pelo menos duas reportagens retratando casos de maus-tratos aos animais. Em Treze de Maio, sete cães foram mortos por envenenamento na comunidade de Lage. No dia em que os cachorros foram mortos, outros animais também teriam sido vistos em estado debilitado. Em Jaguaruna, um cão foi morto com um tiro no peito. A família que o adotou escutou um barulho de disparo e logo depois ouviu o choro do animal, que foi encontrado na garagem da casa após ser baleado. Segundo o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (9.605/98), praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos, pode render detenção, de três meses a um ano, e multa.
Guilherme Corrêa