A direção da Escola de Educação Básica Henrique Fontes registrou um boletim de ocorrência após uma mensagem, em tom ameaçador, ser encontrada em um dos banheiros da instituição.
O texto “o bullying só acaba quando levam armas para escola - 3/5/22” foi encontrado na tarde da última quinta-feira por um monitor-militar. A imagem com a mensagem repercutiu pelas redes sociais e deixou pais, alunos e funcionários assustados.
O diretor-geral da escola, Gelson Espanhol Maximiano, explicou ao Diário do Sul que o texto foi apagado do banheiro masculino assim que a direção teve conhecimento da situação. Ele reforçou ainda que as atividades do Henrique Fontes continuam mantidas normalmente em todos os períodos.
“Temos 15 militares da reserva, que são altamente preparados, supervisionando nossos estudantes. Está tudo sob controle e não há motivos para preocupação”, reforçou Gelson. Até as 18h de ontem, a escola ainda não tinha identificado o autor da mensagem.
Na última semana, outro caso envolvendo uma instituição de ensino da região também mobilizou a polícia local, caso que foi destaque aqui no DS. Um aluno da Escola de Educação Básica Dr. Otto Feuerschutte é acusado de apologia ao nazismo, à homofobia e ao racismo. Segundo a direção, o aluno já havia apresentado algumas ações deste tipo no começo do ano letivo. Foi feito um boletim de ocorrência na época e o caso acabou sendo resolvido internamente. Na última semana, ele voltou a ter as mesmas atitudes, desenhando símbolos nazistas no quadro, provas e também nas suas redes sociais. Na hora do recreio, ele também teve atitudes racistas. Na sexta, alunos e professores fizeram uma manifestação contra a apologia aos crimes em Capivari.
Caso em Laguna também gerou preocupação
Em abril deste ano, a Polícia Militar de Laguna foi chamada para atender uma ocorrência de suposto atentado na Escola de Ensino Médio Almirante Lamego, no Centro. Segundo a diretora da instituição, Adriana dos Santos Thomaz, a PM foi acionada após a mensagem “massacre 11/4” ter sido encontrada em um dos banheiros da escola. Na época, Adriana explicou que a informação chegou até a direção através de um grupo de WhatsApp de estudantes. Foi feita a revista nas mochilas dos alunos, mas nada de ilícito foi encontrado. “Acionamos a PM, eles andaram pela escola, mas também não encontraram nada. Fizemos isso porque os pais, e até alguns alunos, estavam preocupados”, detalhou Adriana na época.