O ditado popular “filho de peixe, peixinho é” não se refere somente às aparências genéticas e comportamentais. A profissão que passa de gerações talvez seja um dos maiores legados também. Continuidade que vai além do acesso a determinados conhecimentos e que marca histórias, como a dos nefrologistas do Complexo Médico Provida, Alfredo José Moreira Maia, 74 anos, e seus filhos, Murilo Goulart Moreira Maia, 42, e Vitor Henrique Moreira Maia, 32 anos.
“Existem heróis que voam, há aqueles que escalam os prédios, os que se transformam em monstros fortes e super-rápidos. Meu pai sempre foi meu super-herói. Fantasiado de roupas brancas, ele saía de casa, diariamente, com um único objetivo e provavelmente o maior superpoder de um profissional de saúde: confortar as pessoas”, conta Vitor.
Para ele, assim como para o irmão, ver o corre-corre diário do pai, que não tinha horário definido para estar em casa, que se entristecia com a perda de algum paciente, que mesmo não estando bem, no dia seguinte estava pronto para novamente ir trabalhar, foram atitudes que marcaram a vida dos dois.
“Desde pequenos aprendemos que ser médico é algo maior e, por isso, seguimos seus passos, principalmente por admirá-lo muito. Nós, como filhos, reconhecíamos em sua postura seus superpoderes. Optamos por trabalhar em família porque é uma dádiva. É levar adiante cada conselho, cada puxão de orelha, cada ‘aula’ particular que recebíamos, algumas no intervalo do Jornal Nacional”, lembra.
Data comemora o amor pela profissão
Anualmente, no dia 18 de outubro, é comemorado o Dia do Médico. Profissão que Alfredo Moreira Maia se orgulha muito de ter seguido e compartilhado entre os seus.
“Eu sempre fui uma pessoa que manifestava em casa, com meus filhos e com minha esposa, Sandra, a minha satisfação com meu trabalho. Eu nunca reclamei de plantão, de horas perdidas de sono. Sempre busquei ter uma postura correta, ser ético e tratar todas as pessoas igualmente”, destaca.
O nefrologista acredita que tenha sido sua forma de viver a medicina que contribuiu para a formação de Murilo e Vitor.
“Sem pressão nenhuma, sem sugestão nenhuma, eles decidiram me fazer essa surpresa: seguir a minha carreira. Eles fizeram isso tão bem que até a minha especialidade seguiram. É uma especialidade muito nobre, você poder prolongar a vida de pacientes que não têm mais rim. Eles viram isso e resolveram ir pelo mesmo caminho. Sou um pai que tenho muito orgulho por eles serem trabalhadores, extremamente corretos, extremamente éticos e grandes médicos”, completa, orgulhoso.
Origem da celebração
O Dia do Médico, comemorado em 18 de outubro, é uma data de origem cristã que homenageia São Lucas, considerado o patrono e protetor dos médicos desde o século 15.