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Vitrais da Catedral como inspiração

18/05/2022 06:00

Buscando na referência cultural de Tubarão a fonte de inspiração para seus trabalhos, incorporado pela fé e religiosidade, as artistas Lilian Guedes e Valéria Braga mostram os resultados desta produção em uma exposição, de 23 a 29 deste mês, no Farol Shopping.


Denominadas de Alumiar, de Lilian, e Vitrô, de Valéria, elas buscaram nos vitrais da Catedral de Tubarão e nas suas memórias afetivas uma forma contemporânea para mostrar os resultados de suas pesquisas nestas coleções.


A arte das duas artistas/artesãs trabalha minuciosamente cada detalhe, tanto Lilian com suas luminárias decorativas e contemplativas, quanto Valéria com seus terços, levando para dentro de casa a energia destes trabalhos de arte.


Com seus cachepôs e caixas iluminadas, Lilian leva a estes trabalhos toda sua experiência de anos na produção de mandalas, transmitindo leveza por meio de cores transparentes e vibrantes dos vitrais agregadas na Coleção Alumiar, de beleza artística decorativa e contemplativa.


A partir das observações e das pesquisas sobre os vitrais da Catedral, foram surgindo desenhos que logo se transformaram na coleção de Lilian. Segundo ela, tudo foi projetado para oferecer uma arte decorativa e contemplativa, agregada pelas cores e luzes de cada peça quando acesas ou não, aproveitando a luz do dia. “Uma das características mais importantes dos vitrais é justamente a variedade de cores, que pode transformar um simples ambiente em algo rico e esplendoroso”, diz.


A coleção Vitrô, de Valéria Braga, é inspirada pela energia dos antigos terços decorativos e pela beleza atemporal dos vitrais da Catedral.  A coleção resgata memórias afetivas e aflora sentimentos, trazendo um olhar contemporâneo para o ancestral símbolo sagrado.


Segundo Valéria, a coleção surgiu a partir de um curso de capacitação para artesãs, com o intuito de criar um artesanato identificado culturalmente com a cidade de Tubarão. Valéria aliou a essa proposta a vontade de recriar os antigos terços de parede que existiam na casa dos seus avós e dos seus pais, de uma forma original e contemporânea ao mesmo tempo. Além dos terços, a coleção apresenta outros adornos decorativos.


“O nome da coleção foi inspirado no primeiro vitral que vi, quando ainda era criança. Uma janela redonda que havia na casa dos meus padrinhos e que os adultos chamavam de vitrô. O nome também tem uma sonoridade que remete ao antigo, ao retrô”, ressalta.

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