ELVIS PALMA/DS Marcado para ter início às 18h48 do dia 21, o verão tem previsão para ser uma temporada mais quente e com chuvas bem frequentes, segundo a meteorologista da Epagri/Ciram, Laura Rodrigues.
Porém, mesmo com tempo seco e altas temperaturas sendo esperadas, não está descartado um maior volume de chuvas em alguns períodos. Segundo Laura, de dezembro a fevereiro a previsão é ainda de chuva próxima à acima da média. “Ressalta-se que a chuva no trimestre deve ocorrer de forma mal distribuída”, pontua.
“No verão de 2022/2023 persiste o risco de eventos extremos com chuva forte e totais elevados em curto intervalo de tempo, temporais com forte atividade elétrica (raios), granizo e ventania”, acrescenta a meteorologista.
Em dezembro, a segunda quinzena deve ser mais chuvosa em relação à primeira e a chuva se concentra especialmente no período da tarde e noite, em forma de pancadas passageiras, típicas de verão. “A média mensal em dezembro é de 130mm a 150mm no Litoral Sul. Nos meses de janeiro e fevereiro a média mensal é de 130mm a 190mm”, explica.
No trimestre, os episódios de chuva estão associados à convecção devido ao calor da tarde, pancadas de chuva passageira típicas de verão, segundo Laura, “porém, os volumes mais significativos seguem associados à passagem de frentes frias pelo litoral e aos Sistemas Convectivos de Mesoescala (SCM) que provocam chuvas mais intensas, sobretudo no Extremo Oeste, Oeste e Meio Oeste. No verão, diminui a ocorrência de ciclones extratropicais no Litoral Sul do Brasil”, conclui.
Calor acima da média
Em dezembro, a previsão é de temperatura próxima da média climatológica, com algumas massas de ar seco provocando declínio de temperatura, especialmente no período noturno, com episódios de geada fraca e isolada nas áreas altas do Planalto Sul. Em janeiro e fevereiro, a previsão é temperatura acima da média climatológica, com massas de ar quente mais frequentes e com maior duração.