O ano de 2019 foi de mudanças para a Unisul após a parceria de gestão com a Ânima Educação. Para 2020, a universidade aposta em inovação. De acordo com o reitor Mauri Luiz Heerdt, o momento é de aplicar soluções necessárias à simplificação de sua estrutura funcional. Para tal, a primeira medida foi o Plano de Demissão Estimulada, que proporciona benefícios financeiros aos colaboradores dispostos a repensar suas carreiras profissionais.
Ainda para o próximo ano, de acordo com a reitoria, é preciso reduzir os custos da estrutura de pessoal ao equivalente a 38% da receita financeira, para potencializar a capacidade da Unisul de investir na modernização de seu sistema de ensino.
Mauri tem como respaldo as medidas saneadoras, o conjunto de compromissos formalizados pelo Conselho Universitário. “Membros dos conselhos superiores, gestores e demais colaboradores assumiram o compromisso de promover a reinvenção e a inovação do modelo de administração, tornando-o mais simples, ágil e efetivo para a geração de resultados sustentáveis”, salienta o reitor.
A Unisul, que a partir dos anos 90 foi pioneira na desconcentração, implantando campi e unidades em outras regiões do Estado e polos de ensino a distância em todo o Brasil, acorda para a necessidade urgente de reduzir custos, elevar o nível de qualidade e ampliar o número de alunos. “Sabemos o quanto é difícil para todos nós, mas somos obrigados a mudar a tendência financeira da Unisul, para nos tornarmos a melhor, e cumprir com êxito a nossa missão de promover transformações relevantes na vida das pessoas”, projeta o professor Mauri.
Para o reitor, esse novo modelo vai permitir que as estratégias nasçam e se desenvolvam no âmbito dos docentes e alunos, para que a universidade se energize como um organismo único e não formatado numa hierarquia em que os superiores é quem pensam, burocratizem e decidem.
Mudanças para crescer
O reitor entende que toda a organização planeja o amanhã, mas vive no presente o seu futuro. “As mudanças são instantâneas e, para isso, tanto o gestor quanto seus colaboradores precisam estar antenados para as pequenas e grandes mudanças que nos surpreendem no dia a dia. Não se trata somente da surpresa sucessiva que a tecnologia nos provoca, mas das mudanças que ocorrem em nossas cabeças, da ansiedade, inquietação e, sobretudo, das incertezas que povoam as mentes das novas gerações. E a universidade tem que vivenciar esse cenário, aliás, necessita estar à frente para não ser atropelada pelas mudanças. A universidade precisa ser a própria mudança”, fala o reitor.