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Sul é a região menos afetada pelo tarifaço

Efeitos são distintos entre regiões de SC, mostra estudo

11/09/2025 06:00|Atualizada em 12/09/2025 02:24|Por Redação

O tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos, com sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, vai atingir a economia de Santa Catarina de diferentes formas. Mas um ponto positivo se destaca: o Sul do estado será a região menos impactada, segundo a Federação das Indústrias (Fiesc). A entidade realizou um estudo mapeando possíveis cenários de redução de exportações, para curto e longo prazos.

A nota técnica da federação avaliou três cenários – de redução de 30%, 50% e até 70% nas exportações para o mercado americano – e mostrou que os maiores prejuízos devem se concentrar em regiões com economia menos diversificada. A Serra, altamente dependente da produção madeireira destinada aos EUA, lidera a lista de impactos, podendo ter retração de até 0,53% no PIB mesmo em um cenário considerado otimista.

No extremo oposto, o Sul catarinense aparece com queda estimada de apenas 0,17% no PIB. “Isso se explica pela maior diversidade econômica da região, que reduz a vulnerabilidade diante de crises externas”, observa Pablo Bittencourt, economista-chefe da Fiesc.

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O Norte do estado seria a segunda mesorregião mais afetada, com recuo de 0,30% no PIB, seguida pelo Oeste (0,25%) e Vale do Itajaí (0,22%). A Grande Florianópolis, que no curto prazo não deve sentir reflexos, pode ser impactada no longo prazo, com perda de até 0,99% do PIB.

DesTarifaço   

O presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, explica que o levantamento faz parte do programa desTarifaço, lançado para apoiar indústrias exportadoras catarinenses. “Estamos produzindo informações para orientar a tomada de decisão das empresas, do poder público e da própria Federação. Nosso objetivo é oferecer condições para enfrentar esse momento desafiador”, destaca.

No cenário mais provável, de queda de 30% nas exportações para os EUA em até dois anos, a economia catarinense como um todo pode perder R$ 1,2 bilhão no PIB, além de 20 mil empregos e R$ 171,9 milhões em arrecadação de ICMS.

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